Há tempos eu observo a movimentação da música em Goiânia e naturalmente faço parte desta movimentação devido às rimas e batidas que constroem meus rap´s. Não sei se é ousadia falar, mas esta cidade é uma das maiores produtoras de algazarra sonora que se tem noticia, são vários estilos, seja rap, rock, samba, musica regional e… Tá bom! Sertanejo também, tem nem como correr né?
Hoje esta diversidade proporciona aquela sensação de estar em uma selva e você fazer parte da fauna, nesta hora você se pergunta: de espécie eu sou? Cara! Que pergunta difícil de responder para o espelho viu! Para mim é tão complicado quanto para um vestibulando falar para o pai se vai ser advogado ou percussionista de uma banda de reggae do colégio. Poxa vida, esta pergunta não consegui responder ate hoje, então de repente surgiu àquela voz da consciência no lado direito do ombro e respondeu cheia de marra, “você é um hibrido mane.” Vixe, quediabehisso?! Pois é, cheguei a esta conclusão que não consigo ser apenas do rap ta ligado mano? Nem só do samba morô choque? Quanto menos só sertanejo cerrrto cumpade?
A gente ouve tanta coisa ao mesmo tempo, que seria uma tarefa tibetana bloquear os ouvidos para um só estilo. Até porque é impossível, dentro da minha casa, por exemplo, cada quarto toca uma coisa diferente, então amigão, fazendo uma analogia infame, se cada amante de um estilo musical fosse um bicho, eu seria um bicho sem nome, Fíduma égua com pai cachorro, irmã gata e irmão anta ao som de uma sinfonia animal, viva os bichos porque Goiânia é selva!
Dyskreto
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