Convenção Nacional do PT homologa Dilma como candidata a Presidenta da República

Está chegando o dia de sermos todos Dilma. Neste domingo, 13, a Convenção Nacional do PT vai homologar o nome da ex-ministra Dilma Rousseff como candidata à Presidência da República.

Acompanhem a transmissão ao vivo pelo site do PT (www.pt.org.br), escrevam em seus blogues e utilizem as redes sociais! No Twitter vamos usar a hashtag #agoraedilma.

O Dilma na Web vai trazer toda a cobertura desse dia tão especial, com notícias em tempo real, fotos, reportagens de rádio e de vídeo.

Orgulho de ser PT

Na noite de ontem, 11, o PT de Goiás comemorou os 30 anos do partido – completados oficialmente em fevereiro – com bonita festa junina.

Realizado na Praça do Trabalhador, o encontro contou com diversas barracas das zonais, setoriais e secretarias do PT-GO, recheadas de comidas e bebidas típicas. O ato político reuniu parlamentares, lideranças e militantes que se divertiram ao som do forró arrastapé e da quadrilha do grupo Anarriê.

CNI/Ibope: Avaliação do governo Lula bate recorde e Dilma cresce 13 pontos

A avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva cresceu em março deste ano e bateu seu recorde, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira (17).

O governo Lula foi avaliado de forma positiva por 75% dos brasileiros, contra 72% que manifestaram a mesma posição em novembro de 2009. Outros 19% avaliaram o governo Lula como regular, e 5% como ruim ou péssimo.

A aprovação pessoal do presidente Lula se manteve estável em 83%. Este mês, 13% disseram desaprovar o governo Lula, e 4% não sabem ou não quiserem responder.

Na comparação entre o primeiro e o segundo mandatos do presidente, 49% consideram que o segundo é melhor que o anterior. Outros 40% consideram igual, e 9% dizem que o segundo é pior que o primeiro.

Crescimento de Dilma

A pesquisa CNI/Ibope confirma também o crescimento da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) na disputa pela Presidência da República. Pela pesquisa, Dilma praticamente encostou no governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que ainda lidera.

A ministra Dilma cresceu 13 pontos percentuais. Em dezembro de 2009, ela tinha 17% das intenções de votos. O governador de São Paulo permanece na liderança, mas com 3 pontos percentuais abaixo do registrado na pesquisa anterior. O deputado Ciro tinha 13% das intenções em dezembro, oscilando 2 pontos percentuais dentro da margem de erro, e Marina Silva manteve os mesmos 6% registrados há três meses.

Pelos números da pesquisa, Dilma ainda viu seu índice de rejeição despencar de 41% para 27%. A rejeição de Serra também recuou, de 27% para 25%.

Preferência pelo candidato do Lula

A pesquisa aponta também que 53% dos entrevistados preferem votar em um candidato à Presidência da República que seja apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 10% querem um candidato de oposição e 33% afirmam que não levarão em conta a posição do presidente ao votar.

Por outro lado, 42% desconhecem quem Lula apoia para as eleições deste ano (39% não souberam responder e 3% afirmaram o nome de outros candidatos) e 58% disseram que o presidente apoia a ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata do PT, Dilma Rousseff.

A pesquisa foi realizada de 6 a 10 março e foram entrevistados 2002 eleitores de 16 anos ou mais em 140 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/eleicoes-2010-11/cni-ibope:-avaliacao-do-governo-lula-bate-recorde-e-dilma-cresce-13-pontos-3667.html

Movimento Cerrado propõe que PT convide os partidos que apóiam o Governo Lula, apresente seus nomes para a disputa e visão programática para o desenvolvimento de Goiás

PT 30 anos

O Movimento Cerrado propõe à Executiva Estadual do PT que inicie oficialmente o processo de conversação que envolve o Partido dos Trabalhadores no Estado, visando as eleições 2010.

Este é um momento importante para se promover debates no interior do Partido, com  vista as eleições majoritárias e proporcionais, sobre os quatro anos que se seguem para a gestão pública de Goiás. Conectado com as conquistas e desafios do projeto nacional, explicitado pelo Governo Lula, nosso Partido tem como tarefa imediata apresentar à Sociedade uma pauta mínima para colocar à mesa, em diálogo com as outras forças, de modo a produzirmos conjuntamente um Programa de Governo e candidatos/as para sua defesa.

Importante afirmar que o desenvolvimento do Estado e, portanto, dos 246 Municípios, importa em elementos que compõem a disputa qualificada que desejamos. Nada melhor do que relacionar os aspectos programáticos com os bons nomes que os partidos dispõem para as próximas eleições, para Executivo e Parlamento.

Algumas questões de ordem política devem ser ressaltadas. Pelo quadro que se apresenta no cenário nacional, a pré-candidatura à Presidência da República de Dilma Rousseff se afirma, a cada pesquisa de opinião, como representativa do campo de partidos que hoje apóia o Governo Lula. Este é, portanto, um ponto essencial de referência para as decisões convencionais do PT. Outro dado fundamental é o respeito à história de lutas, conquistas e gestões públicas do Partido dos Trabalhadores em Goiânia, no Estado e no país, visto tratar-se de um patrimônio coletivo indisponível por sua direção e militância e deve ser objeto de atenção e cuidado.

Por fim, o Movimento Cerrado reitera a importância de o PT/GO promover os primeiros movimentos oficiais entre os partidos da chamada base do Governo Lula no Estado, de modo a protagonizar a pauta da coligação que participará para ganhar as eleições deste ano e fazer um governo vitorioso.

Coordenação MC/PT

26 de janeiro de 2010

‘Todas as políticas que nós levamos a cabo neste governo… significam o resultado da maturação democrática que a sociedade brasileira vem construindo neste País.’  (Lula – Lançamento do PNDH 3, que fala também de sua emoção quando os catadores de materiais recicláveis e  os Sem-Teto foram recebidos pela primeira vez no Palácio do Planalto)

Entrevista ao Jornal Hoje sobre eleições 2010

Jornal Hoje 14jan2010A ex-vereadora Marina Sant´Anna (PT) disse ontem em visita ao jornal O HOJE que é opção para compor a chapa majoritária da base do presidente Lula (PT) em Goiás. Cotada para a vice-governadoria, ela lembrou os motivos pelos quais não disputou o último pleito. Marina é filiada no PT há 30 anos, desde a fundação do partido. Após terminar seu mandato de vereadora, começou a prestar consultoria em urbanística e continua atuando. (Charles Daniel e Mirelle Irene)

O HOJE – Em 2008 a senhora foi contra o apoio do PT à candidatura do prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB). Após quase dois anos, a senhora revê essa posição?
Marina Sant´Anna –
Eu continuo entendendo que foi um erro o PT não ter candidatura própria em 2008 porque tinha condições de competir e ganhar, como sempre teve em Goiânia. Foi um erro. Eu nunca tive problemas pessoais com o prefeito, nem com ninguém. É a posição sobre o que é melhor. Linhas de avaliação diferenciadas. Sempre fui bem recebida tanto pelo prefeito Iris quanto pelo governador Alcides. Visões diferentes precisam ser respeitadas. Agora estamos em situação diferente. O PP, PMDB, PT, PC do B e outros partidos que são aliados também no âmbito nacional têm toda a possibilidade de assumir a próxima etapa do governo do Estado.

O HOJE – Por que a tendência do PT que em 2008 não concordou com o apoio ao PMDB aceitou essa união nas eleições estaduais?
Marina Sant´Anna –
Procuro analisar a conjuntura para chegar a uma conclusão, e ouço muita gente. Naquele momento eu pensava daquele modo. Talvez volte a pensar assim em campanha futura. Mas neste momento temos uma conjuntura diferente. O PP também disputaria naquele momento. Quando o prefeito, o governador, PRB, PC do B, PTB nacional estão próximos ao governo Lula, apoiando, e com a possibilidade disso virar palanque, não pela graça de alguém. É um resultado de um esforço coletivo. A nossa tendência, no Movimento Cerrado, quando Rubens Otoni apresentou seu nome para ser candidato a governador, nós apoiamos. Os partidos têm de apresentar seus nomes. Não estamos aqui na agenda do PMDB, do PP ou de outros partidos. Estamos na agenda do PT, e essa agenda nos indica para apresentar nomes e participar das mesas de composição.
O HOJE – A formação de chapa única da base de Lula em Goiás terá mais chance de êxito do que mais coligações?
Marina Sant´Anna –
Uma hipótese é conseguirmos juntar todos os que apoiam o governo Lula. Mas se isso não acontecer, ou se resolvermos ter até três palanques para Dilma, não quer dizer que o nosso projeto seja prejudicado. São boas possibilidades. O presidente Lula vai influenciar muito, de acordo com pesquisas, na opinião do eleitorado, porque não se trata só da simpatia dele, mas de um projeto que está dando certo e que haverá provavelmente um desejo de continuidade desse projeto. A nossa tarefa é ver quais são as melhores formas de colaborar com esse projeto nacional e trabalhar o projeto local em confluência, em apoio e articulação permanente.
O HOJE – O próximo governo de Goiás terá a possibilidade de realizar mais investimentos?
Marina Sant´Anna –
Estivemos sexta-feira com o governador Alcides (Rodrigues), e ele revelou que as contas do governo estão harmonizadas. Isso significa que a próxima administração pode fazer todos os investimentos que não foram possíveis agora. Poderá superar os governos antecessores com investimentos em todo o Estado. Temos a possibilidade de fazer investimento na área social e acompanhar esse ritmo. Até 2016, se continuarmos com esse tipo de política social – com o Bolsa Família, os níveis de empregabilidade, do salário mínimo e o fornecimento do crédito – ,a miserabilidade será coisa do passado. Imagina isso no Estado, com as contas organizadas, o que vai ser possível fazer na próxima etapa. Quem apoia o governo Lula tem de se juntar nessa disputa.
O HOJE – Muitas mulheres estão com maior visibilidade na política, como a ministra Dilma Rousseff (PT), que tem perspectivas reais de ser a primeira presidenta do País. Isso é sinal de que a presença da mulher na política está melhorando?
Marina Sant´Anna –
Tem dois modos de presença da mulher. Uma é aquela que acompanha a vida política de outra pessoa, marido, pai, e acaba gostando da política e se enveredando para as atividades públicas. Outras pessoas começam com pura militância mesmo e aí acabam permanecendo. O importante é que parece que as mulheres têm alcançado um pouco mais, porque as que estão na vida pública são muito ativas, mas, se você olhar em termos numéricos, ainda não é um número capaz de dizer que há um pouco de equidade de gênero no País. As mulheres estão estudando muito. Já somos maioria em todos os campos de educação. Da alfabetização de adultos e adultas até os doutorados e pós-doutorados e procurando participar como militante onde podem. Com a democratização das tarefas domésticas, isso vai se somando e dando maiores possibilidades.

Oposição interna do PT se fortalece – Tendência movimento cerrado cresce no interior, mas flexibiliza discurso em prol de alianças para 2010

Fortalecida no Processo de Eleição Direta (PED) do PT goiano, no final de novembro, a tendência Movimento Cerrado mostra disposição contrária às eleições anteriores – quando defendia candidatura própria – e adota como prioridade as alianças eleitorais em Goiás. Orientação da cúpula nacional do partido e do Palácio do Planalto, o foco é fazer um palanque forte para a candidatura presidencial da ministra Dilma Rousseff no Estado.

No PED, que define o espaço que cada tendência do partido terá no diretório e a composição dos delegados das tendências para as convenções petistas, o Movimento Cerrado fez sozinho 95 dos 280 delegados. A chapa que mais obteve delegados, com 154 membros, agrupava quatro das maiores tendências do partido.

Com a reeleição do presidente Valdi Camárcio, o grupo liderado pelo deputado federal Rubens Otoni ainda mantém grande força interna, mas já não reina sozinho no interior do Estado, onde o Movimento Cerrado mais avançou este ano.
A importância dos delegados vem do fato de que são eles que em março, no encontro da militância, decidirão a política de alianças da sigla em Goiás. Em 2008, por apenas um voto (115 a 114) os delegados de Goiânia levaram o partido a apoiar a reeleição do prefeito Iris Rezende (PMDB) e indicar o vice da chapa.

“Aquela visão de que o Rubens Otoni tinha a hegemonia no interior não corresponde à realidade. Ele tem muita força e influência em grandes municípios, mas conseguimos cavar um espaço muito significativo”, afirma uma liderança ligada a Pedro Wilson.

“O Pedro atuou ‘mineiramente’, renovando suas bases, e conseguiu agregar grande influência no interior”, avalia o vereador Djalma Araújo, cuja corrente interna, a Vanguarda Petista, enfrentou o Movimento Cerrado no último PED, aliando-se a Otoni .

Presidente do diretório metropolitano do partido, o deputado estadual Luis Cesar Bueno relativiza o crescimento. “No PED é normal quem tinha pouco aumentar a participação, mas esse grupo não tem grande espaço no diretório regional (apenas cinco dos 17 membros). Mas, dentro de uma visão partidária, marcaram uma posição importante mostrando independência”, pondera Luis Cesar.

Mas o avanço do Movimento Cerrado pouco deve alterar no projeto do partido para a disputa eleitoral do próximo ano. “Defendemos a união de todos os partidos da base do presidente Lula, mas por enquanto sem imposição de nomes. A prioridade tem de ser aquele candidato que unir mais, sendo do PT ou não”, afirma a ex-vereadora Marina Sant’Anna, uma das lideranças do grupo.

Embora ela defenda Otoni como pré-candidato a governador pelo PT, admite que a tendência hoje é de apoio ao candidato do PMDB. Mudança de postura? Segundo Marina, apenas uma questão de conjuntura. “Continuamos acreditando que foi um erro o PT apoiar a reeleição de Iris e não ter candidato próprio em 2008. Mas não vivemos de passado e agora temos uma eleição diferente, num contexto diferente”, explica.

A avaliação geral é de que dificilmente um nome do partido conseguiria unir grande número de legendas aliadas, em especial o PMDB, que não abre mão de lançar candidato próprio. E um racha desta base enfraquece o palanque para a ministra Dilma. No entanto, a política de alianças ainda não é questão fechada no PT.

“Se houver uma pulverização de candidaturas, o PT pode adotar uma tática diferente, lançando candidato”, afirma a ex-vereadora Marina Sant’Anna. “Mas esse não é o cenário ideal. Acreditamos que o melhor é a união de PT, PP e PMDB já no primeiro turno”, ressalva.

Uma candidatura a governador do prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), que em 2008 não teve o apoio do Movimento Cerrado, também não é mais vista com restrições pelo grupo. Embora acreditem que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (PMDB), seria uma alternativa mais viável por ter mais facilidade para agregar o PP, os petistas admitem que Iris também é um nome forte para formar o palanque de Dilma.

“Iris foi muito habilidoso ao dar continuidade a projetos da gestão de Pedro Wilson e isso ajudou a vencer algumas resistências políticas e pessoais que haviam dentro do PT”, afirma um membro do Movimento Cerrado. Pelo menos dois projetos de maior visibilidade o prefeito deu continuidade. O Macambira/Anicuns, que será a maior intervenção urbanística e ambiental na história de Goiânia, e o Restaurante Popular, inaugurado no final de outubro.

Nas duas ocasiões, Pedro Wilson foi o convidado de honra, recebendo elogios de Iris. Na avaliação de pessoas próximas ao deputado, isso não só ajuda a superar os atritos que tiveram em 2004 e 2008 como também passa uma mensagem de convergência à militância.
“Iris tem densidade eleitoral, discurso e projeto, o que faz dele um candidato muito competitivo e que atende o projeto do PT”, afirma o vereador Djalma. “O problema é que ele não deve agregar o PP, o que é importante pela estrutura que a sigla tem com o Palácio das Esmeraldas e a força de seus prefeitos no interior. Meirelles tinha mais condições unir o PP”, pondera. Contribui para o PT apoiar Iris o fato de que teriam em troca o comando da Prefeitura de Goiânia, que passaria a ser ocupada em março pelo vice-prefeito Paulo Garcia.

O Popular, Jornalista Bruno Rocha Lima, 26 de dezembro de 2009