Mujeres

Mulher de Angola - Tela de Toia Neuparth

Pablo Neruda

Ellas sonrien cuando quieren gritar.

Ellas cantan cuando quieren llorar.

Ellas lloran cuando están felices.

Y ríen cuando están nerviosas.

Ellas brigam por aquello que creen.

Ellas se levantam para la justicia.

No llevan “no” como respuesta cuando

creen que existe mejor solución.

Ellas andan sin neuvos zapatos para

sus niños puedam tenerlos.

Ellas van al médico com uma amiga asustada.

Ellas aman incondicionalmente.

Ellas lloran cuando sus niños se quedan enfermos

y se alegran cuando ellas ganan prêmios.

Ellas se quedan contentas cuando escuchan

sobre um cumpleaños o una nueva boda.

“ESCATO(ECO)LÓGICA – POESIA”

Por Alguma Razão Qualquer
Abelhas Sugam as Flores.
Que Brotam de Galhos Fracos ou Fortes,
Sustentados Por Troncos Rijos….ou Nem Tanto.
Plantados no Solo Seco, Agreste, Úmido, Arenoso….ou Lodo.

Por Alguma Razão Qualquer
Formigas Cavam Buracos.
em Troncos, em Rochas, no Morro…..ou Num Tijolo.
Dividindo o Espaço, Com Cupins, Lesmas…ou Brotoejas.
Abrindo Canais Que Alimentam de Maneira Descontinua,
O Campo, A Colina, A Montanha….ou A Ravina.

Por Alguma Razão Qualquer
Lobos Caçam em Grupos,
e Tigres São Solitários.
Porcos Chafurdam na Lama,
Salmões Acasalam no Raso.
Ursos Ocupam o Planeta Sem Serem Domesticados,

Por Alguma Razão Qualquer,
Tempestades Refrigeram o Planeta,
Vulcões o Alimentam e Furacões o Lavam.
Os Pólos São Gelados e os Desertos Áridos.
As Florestas Úmidas e Pântanos Alagados.

Sem Qualquer Razão Alguma,
Extinguimos o Tylacino, o Auroque e Agora o Prateado Golfinho.
Queimamos Florestas, Invadimos Oceanos,
Explodimos Cavernas, Mudamos Curso de Rio.

Daqui a Alguns Séculos,
Quando Seres de Outras Paragens
(pois eles existem e virão),
Observarem o Planeta ao Longe;
Outrora Verde Azulado, a Beira da Extinção.
Tentarão Entender o Ocorrido.
Como Foi Possível Um Sistema,
Tão Perfeito e Complexo Ser Destruído.
Chegarão a Conclusão de Que Foi….

Sem Nenhuma Razão Qualquer.

Cãriùá

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Nota: Recebi por email, gostei e perguntei se poderia publicar. Autorizado sob pseudônimo.

Ouvido Masculino

Carlos Drummond de Andrade

Muitas vezes se ouve dizer que as mulheres falam demais… Mas não tem problema. Porque o ouvido masculino (seletivo) escuta somente o que interessa…
Preste atenção.
O que a mulher diz:
- Esse lugar está uma bagunça, amor!
Você e eu precisamos limpar isto.
Suas coisas estão jogadas no chão e você vai ficar sem roupas pra usar se não lavá-las agora mesmo.
O que o homem escuta:
- Blah, blah, blah, blah, AMOR,
blah, blah, blah, blah, VOCÊ E EU,
blah, blah, blah, blah, NO CHÃO,
blah, blah, blah, blah, SEM ROUPAS,
blah, blah, blah, blah, AGORA MESMO.

Perceberam a diferença?

A lua e eu



A LUA ME PROVOCA
PROVOCA UM TSUNAMI
ARRASA E RECRIA
DESCOMPASSA E DÁ RITMO
AO CORAÇÃO AFOITO E…CALMO
ME TRANSFORMA…
CORAJOSA, IMPERTINENTE
AGRESSIVA OU CONTENTE
ATREVIDA E LOUCA…

CHORO, RECLAMO, BRIGO
OU EM GARGALHADAS
ME ENCONTRO…
CLARA, OBJETIVA
QUASE CONTENTE
FALA MANSA OU GRITANTE
MANHOSA, DEPENDENTE…

A LUA ME ESPREITA
E EU, INDIFERENTE
PASSO DIAS, PASSO NOITES…
AH, TPM CONTUNDENTE…

Maria do Rosário Veiga Torres

Ausência

Pedro Torres
Brasília, 14/01/2010

Jovens “desaparecidos”
Mar – murados – silêncio!
Mãe – muradas – caladas agozmente.

Censurar…
Esconder
Mentir.

“Mentiam, mentiam, mentiam.”
E não se pode falar;
Mas não se deve calar!

Poder: era poder.
Não poder era calar
No mar.

“Só queria embalar seu filho…”
Nossos filhos, “eus”, um país
Com sede de justiça..

Stuart,
           Tito,
                   Alexandre e tantos outros.

Com indignação repudio
                    Cobro;

                    Reivindico
Um novo País!

Narciso e Narciso

Se Narciso se encontra com Narciso
e um deles finge
que ao outro admira
(para sentir-se admirado),
o outro
pela mesma razão finge também
e ambos acreditam na mentira.

Para Narciso
o olhar do outro, a voz
do outro, o corpo
é sempre o espelho
em que ele a própria imagem mira.
E se o outro é
como ele
outro Narciso,
é espelho contra espelho:
o olhar que mira
reflete o que o admira
num jogo multiplicado em que a mentira
de Narciso a Narciso
inventa o paraíso.
E se amam mentindo
no fingimento que é necessidade
e assim
mais verdadeiro que a verdade.

Mas exige, o amor fingido,
ser sincero
o amor que como ele
é fingimento.
E fingem mais
os dois
com o mesmo esmero
com mais e mais cuidado
- e a mentira se torna desespero.
Assim amam-se agora
se odiando.

O espelho
embaciado,
já Narciso em Narciso não se mira:
se torturam
se ferem
não se largam
que o inferno de Narciso
é ver que o admiravam de mentira.

Ferreira Gullar