Arte no circo

Nessa terça-feira,17, Marina Sant’Anna e o colega de partido Serjão Dias  visitaram o Circo Lahetô, onde funcionam oficinas circenses e pedagógicas para crianças e adolescentes, além de eventos importantes do circuito de cultura independente, como festivais de música e teatro. Na oportunidade, Marina pôde conversar com o diretor do espaço, Maneco, e conhecer ideias do gestor e seus alunos para o aprimoramento das iniciativas culturais do Estado. Um passeio enriquecedor!

Filosofia destilada entre amigos pensadores e um cafezinho

Evento dominical no Bolshoi Pub dá leveza e descontração a discussões de filósofos clássicos

DMRevista – Diário da Manhã

Filosofia para muitos não passa daquela matéria chata que tem que ser aturada durante o semestre ou aquele curso que só gente cult e nerd tem a coragem de fazer. E é para quebrar todos esses rótulos, liberar as práticas filosóficas desses estigmas e criar um espaço descontraído e aconchegante para conversar que o professor e filósofo clínico Will Goya projetou o Café Filosófico Entre Amigos.

O evento, que acontece a cada duas semanas, aos domingos e sempre às 17 horas, no Bolshoi Pub, já está na sua sexta edição. Acompanhado de dois convidados, Goya apresenta um tema atual combinado à filosofia clássica e convida os presentes a refletir sobre o assunto. No fim da tarde de amanhã, a questão proposta é nada menos que Ética e política: é possível um sem o outro? Quem faz companhia para Will Goya no palco é o jornalista, especialista em Políticas Públicas e pós-doutor em Ciências da Comunicação Luiz Signates, e a advogada, militante de movimentos sociais, ex-vereadora e atual candidata a deputada federal Marina Sant’Anna.

Os dois especialistas já estão habituados à dinâmica do Café. Signates participou como convidado da primeira edição do evento, discutindo o tema Alteridade: quem é o outro?, e Marina é assídua às sessões. “Estive no primeiro Café Filosófico e desde então me apaixonei pela ideia. Sempre que posso, participo e trago amigos comigo”, conta Marina. Para ela, o mais bacana no evento é poder combinar a leitura de grandes pensadores com situações cotidianas em um espaço pra lá de agradável. “Já frequento os shows de rock no Bolshoi desde o lançamento do pub e sou fã da casa.” O ingresso custa dois quilos de alimento, que serão doados a instituições de caridade.

Inspiração francesa

Segundo o professor Will Goya, foi com o filósofo francês Marc Sauter, em 1992, que se institucionalizou a prática e a cultura do café filosófico. “Os cafés na França sempre foram lugares preferidos de encontros, diálogos e palco de grandes ideias entre artistas, filósofos e intelectuais em geral.” A ideia acabou se espalhando pelo mundo. Atualmente, já existem cafés filosóficos em vários países e também em diversos Estados brasileiros, além do conhecido programa homônimo exibido pela TV Cultura.

Serviço:

Café Filosófico Entre Amigos
Com: Will Goya, Luiz Signates e Marina Sant’Anna
Quando: Amanhã, às 17h
Onde: Bolshoi Pub – T-53/T-2 n° 1.140, Setor Bueno
Quanto: 2 quilos de alimento não perecível
Informações: (62) 3285-6185

Foto: Aline Mil

Twitteiros comemoram escolha de Marina

Ao oficializar em seu perfil no twitter que pretende disputar cadeira na Câmara Federal, Marina Sant’Anna foi recebida com carinho por seus amigos, jornalistas e seguidores do microblog (@marinasantanna). Marina respondeu a cada um dos 42 recados enviados na tarde dessa quarta-feira com muita alegria e afirmou que todas as declarações renovam as energias e dão ainda mais ânimo para iniciar a campanha no próximo dia 5 de julho.

Marina,

Gosto de ver no seu blog matérias relacionadas aos ideais de lutas populares e às consistências ideológicas dos movimentos sociais e desenvolvimentisas. Tem mais a ver com você e sua história política. Em Goiânia temos vários intentos de enfrentamentos e de mudanças paradigmáticas das situações de vulnerabilidade sociais que não passam pelo blog, ou perpassam surpeficialmente. Me atrevo citar: MNCR – Movimento Nacional dos Catadores de Material Reciclável; MST com suas dificuldades e os embates para inclusão social; COOPCERRADO com a preocupação ecológica e social; Sintego; Fundações, ONGs, Comitês de Cidadania e, ainda o DRS – Desenvolvimento Regional Sustentável.

Poderíamos, sem demagogia ou utopias, aglutinar forças heterogêneas como construções de ações e estratégias como agenda comum e plano participativo: sociedade civil organizada, empresários com enfoque de RSA, poder público, Movimentos Sociais, ONGs, OCIPS, FUNDAÇÕES etc, em favor do desenvolvimento sustentável. Muitos têm o mesmo enfoque de atuação e até o mesmo público, porém o escopo de atuações não possuem concatenações.

Quantas oportunidades desenvolvimentistas envolvendo a grande Goiânia e o entorno são esquecidas, enquanto bolsões de pobreza evoluem na periferia. E com eles crescem a criminalidade, o impacto ambiental e o empírito opressor e excludente da dignidade e da hombridade humana. Só poderia advir a violências em todas as suas formas possíveis. A omissão social caracteriza um outro sentido coletivo, no mínimo, reflete a insuficiência da institucionalização das formas da ação política ou da organização propositivas para as demandas da construção humanista e solidária. À marginalidade, sob a ótica filosófica e ética, está a sociedade ‘organizada’ nas suas estruturas excludente e consumista.

Minha recomendação quer auferir uma releitura das perspectivas de ações sociais, em prol do desenvolvimento urbanístico e de sustentação ecológica, no caminho inverso às degradações ambientais e, sobretudo das sociedades que se fecha ao subjugo opressor de homens e mulheres à margem do sistema produtivo e por circuntâncias históricas adversas à sua vontade. Esta contextualização da consciência, pelo cuidado do mundo e da própria humanidade, vem naturalmente ao encontro do conceito das premissas da construção estratégica e parceira para o desenvolvimento sustentável, sobretudo nos propósitos da reciclagem social, evocando a co-participação da sociedade como um todo solidário.

A minha referência busca auferir identidade e consequente participação e envolvimento comunitário, projetando um desenvolvimento consistente e planejado, com melhor estrutura decisória e de ação, guardando consonância com a criatividade e inovação para reconstrução social, responsável e libertária. Busca reestabelecer a ordem inclusiva numa refundação da humanidade sustentável´, solidária e democrata cujo progresso e educação são consequentes e a humanização inevitável.

Abraços fraternos,

Robson Vicente de Paula

Marina é entrevistada pelo Jornal Tribuna do Planalto

Sábado, 6 de Março de 2010

Anapaula Hoekveld, João Adolfo Amaral e Lis Lemos

Tribuna do Planalto – Por que a política não chama a atenção das mulheres, já que há tão poucas em atuação?
Marina Sant’Anna – Em primeiro lugar, nós não temos uma tradição de mulher pública. É muito recente o tempo em que as mulheres são reconhecidas com as suas próprias identidades, com a sua palavra, capacidade intelectual e com suas possibilidades de existência pública. Até mesmo entre os dicionaristas brasileiros, poucos remetem a mulher na condição pública, como mulheres com atuação na vida pública. Mulher pública nos dicionários ainda é uma prostituta, mulher da vida. E o homem público é um homem com extensão pública, um homem político. A mulher pública ainda não é reconhecida. Quando a mulher é militante partidária e não ascende à presidência do partido ou a um posto de comando maior ou não é levada à condição de candidata majoritária ou proporcional, a indagação feita é do que a impede de chegar até lá. A sociedade caminha em alguns ambientes com mais velocidade e em outros com menos. Se observarmos alguns países vizinhos ou outros países na Europa, o comando geral da nação é de uma mulher, mas a presença da mulher nas esferas parlamentares é tímida, assim como nas representações sindicais de grande porte ou em cargos públicos que dependam de eleição. Porém, o comando geral da nação é de uma mulher. Assim, o comportamento do eleitorado também atua com a circunstância de candidaturas apoiadas por muitas forças políticas, mas ao mesmo tempo não é o eleitorado que elimina a presença da mulher.

A senhora acredita nessa tese de que mulher não vota em mulher?
Não acredito nisso. Acho que as pessoas acabam às vezes votando em uma pessoa por se sentirem mais confortáveis ao votar no que já conhecem. Então, para uma mulher chegar a esse ponto de concorrer, ela tem de passar por muitas barreiras. E aí vou dizer uma coisa que poucas pessoas dizem, mas eu sustento isso porque ao longo dos anos posso comprovar. As pessoas adultas da nossa sociedade ainda não aprenderam a distribuir entre si as responsabilidades nas esferas da vida pública e privada. São as mulheres que ainda cuidam das casas, que cuidam dos filhos e que trabalham às vezes em situações em que poderiam ter um trabalho melhor, com um salário melhor, poderiam ter uma ascensão funcional, mas deixam de fazer em função das responsabilidades domésticas, familiares. É preciso observarmos isso. Não há ainda uma correspondência democrática na distribuição das responsabilidades na área privada ou na área pública. Quando as mulheres vão para os concursos, elas ganham em condições de igualdade aos homens e entram, porque dependem somente da sua capacidade. São pessoas anônimas que disputam entre si. Agora, quando é necessário staff para julgamento das suas possibilidades, a mulher está em menor número em todos os lugares e situações. Mesmo que ela seja mais competitiva, muitas vezes não consegue chegar nem ao conhecimento público da demanda que ela representa.

Está faltando incentivo para que as mulheres participem da política ou elas não têm esse interesse?
Com relação às mulheres, não há uma linha de incentivo objetiva e com durabilidade dentro da estratégia de crescimento dos partidos. As mulheres se reúnem em secretarias, em setoriais, procuram se fazer presentes, procuram exigir correspondência ao seu esforço político, mas os partidos não trazem, em si, na sua estratégia de crescimento, o investimento igualitário em homens e mulheres. Nós somos 52% do eleitorado no Brasil e, no entanto, não há essa correspondência. Com relação a jovens, que é outro enfoque que se possa dar, é da mesma forma. Os partidos não conseguem trabalhar uma estratégia de presença dos jovens. Com relação à igualdade racial é a mesma coisa. Você não vê os partidos com uma estratégia de crescimento do número de negros e negras. Os partidos simplesmente não trabalham essas vertentes como estratégias de crescimento. Os partidos precisam entender que a sociedade é plural. Ninguém vai votar em alguém só porque é homem ou mulher. As pessoas vão querer saber o conteúdo. Mas se a mulher sequer chega a ter 50% do espaço da oportunidade para mostrar à sociedade o seu talento, a sua capacidade de representação, como é que essa mesma sociedade vai optar mais por mulheres?

Existe preconceito na política? A senhora já percebeu alguma situação de preconceito quando estava na Câmara ou quando foi candidata a governadora?
Há duas situações: uma delas é que eu realmente não dou oportunidade para que alguém seja desrespeitoso ou desrespeitosa comigo. Eu já enfrentei muitas coisas difíceis na vida, no trabalho, na militância, mas nunca ouvi ninguém me dizer que não podia fazer algo por ser mulher. Vivemos uma educação política patriarcal, patrimonialista, que dá exclusividade para as elites políticas, que têm cara, cor e gênero. Por isso, é estranho um operário na presidência da República de origem popular, de origem paupérrima na vida. Em sua grande maioria as decisões são tomadas pelas correntes de homens brancos e com melhores condições financeiras, pertencentes à elite, que estudaram em boas escolas. Esse é o quadro majoritário, vamos dizer assim, da elite política do País. No PT, quando a gente estabeleceu essa cota de 30% no mínimo, e comunicamos que iríamos a 50%, ainda não existia a legislação, e dentro das instâncias partidárias o PT foi o primeiro partido que adotou isso num congresso do PT. Nós temos de nos educar para as diferenças, para essa pluralidade. Agora, de fato, eu acredito que a democracia de gênero, vamos dizer assim, ocorre ao lado da democracia social. Hoje aonde tem uma pessoa adulta com filhos, a maior parte é de mulheres. Muitas vezes são mulheres se separaram porque as coisas não deram certo no núcleo familiar. E esta mulher é a que mais pena. É aquela mulher pobre, que tem os filhos ali para poder cuidar, precisa trabalhar, não tem creche e tem dificuldades com bom atendimento à saúde. Então, essa é a mulher mais sofrida de todas e é a que precisa de representações no Parlamento e em todos os outros lugares para que seja ouvida a sua aflição. Essa mulher precisa de um olhar político sobre a sua vida real, que é uma das mais excluídas da sociedade.

As eleições estão chegando, existem muitas articulações e o nome da sra. tem aparecido para a composição da chapa majoritária. Quais são as pretensões da sra. e como estão as conversas?
Estou me preparando para ser deputada estadual. Surgiu essa possibilidade, não foi ideia minha, mas da própria imprensa, da articulação de pessoas da sociedade, da direção do PRB daqui de Goiás, pessoas do PT, mas, sobretudo, de pessoas que não são de nenhum partido político. Essa possibilidade começou a ser levantada e pessoas do PMDB já vieram se manifestar para dizer que, havendo a coligação, acham que o meu nome preencheria, vamos dizer assim, uma chapa com a diversidade necessária. Na semana passada conversei com o prefeito Iris e compreendo que estou preparada para assumir não só uma candidatura de governo do Estado, porque eu fui candidata e posso ser novamente em algum momento, como me sinto preparada para atender alguma demanda do partido, para preencher uma chapa majoritária para outros postos.

Historicamente, o PT sempre foi oposição ao PMDB em Goiás até a eleição de 2004 quando o Iris derrotou o Pedro naquela eleição municipal. O que mudou de lá para cá para PT e PMDB serem aliados?
Nós perdemos a eleição em 2004, em 2006 não saímos com candidatura própria e o eleitorado não deve ter gostado disso. Mantivemos o número de deputados estaduais, mas em 2002 tivemos 16% de votos no Estado e em 2006, nesta composição em que o PT não foi cabeça de chapa, tivemos 6% dos votos. No momento seguinte, em 2008, nós tínhamos duas posições dentro do PT e eu me encontrei na oposição, e continuo ainda com o mesmo entendimento, de que o PT deveria ter lançado candidatura própria. Poderia ser a minha ou de outro companheiro ou companheira do PT, mas eu creio ter se operado ali um equívoco difícil de ser sanado e que na história vamos ter de reconquistar aquele espaço. E mesmo havendo agora, caso o prefeito Iris seja candidato e fique um petista na prefeitura, aquele processo foi muito desagradável e dividiu o PT. Os petistas que queriam ser candidatos a prefeito nem tiveram a oportunidade de apresentar os seus nomes, porque por um voto foi perdida a posição de candidatura própria e ganhou-se a posição de apoio ao PMDB. Então, acho que ocorreu ali um erro porque somos competitivos na cidade de Goiânia, nunca ficamos atrás nas disputas. Essa aproximação se deu desse modo. Agora estamos num momento em que o PT deixou de ter candidatura própria por duas eleições consecutivas. Então, em que situação que nós nos encontramos: existem duas candidaturas fortes e consecutivas, e nós, neste momento, não sabemos se o governador Alcides irá ou não lançar uma candidatura próxima a ele. A possibilidade da candidatura do Braga é muito importante porque ele tem dados sobre o governo do Estado e segundo eu ouvi, dele e do governador Alcides Rodrigues, foi operada nestes últimos três anos a correção dos problemas financeiros do Estado. São problemas gravíssimos que eles anunciam que encontraram ao assumir o Estado. Eles encontraram o governo quebrado. Acreditando nestas palavras, podemos entender que os próximos quatro anos serão muito bons para um governo. Se as contas estão afinadas, se estão resolvendo o problema da Celg, isso significa que as contas estarão ótimas para investimentos. Então, as candidaturas têm legitimidade. Tanto a candidatura do prefeito Iris quanto alguma candidatura que saia do seio do Partido Progressista. Se estivermos todos juntos numa frente será ótimo. Se não estivermos, também pode ser ótimo, com papéis diferenciados. Para mim, nós nos encontramos numa situação cultural peculiar, em que, o PT, tendo aberto mão de candidaturas em momentos anteriores acabou não tendo candidatura própria agora e se juntando à força política, ao eixo político que apoia o governo Lula hoje. E nós queremos também contribuir para a eleição da Dilma Rousseff. Então, se todos esses partidos estiverem juntos com a Dilma, o PT, se não lançar candidatura própria, estará cumprindo uma parte da sua estratégia de crescimento, que é de colaborar em nível nacional.

Há uma divisão do partido entre o movimento Cerrado e o grupo liderado pelo deputado Rubens Otoni?
O PT nunca foi um grupo só. O PT com 30 anos de vida, já nasceu com segmentos diferentes que fizeram com que a sua existência fosse possível. Então, vem de grupos de Cebs, de Comunidades Eclesiásticas de Base; de gente que foi anistiada, que veio do exterior ou que estava em outros partidos; de igrejas diferentes, do movimento sindical do campo, da luta pela Reforma Agrária; de sindicalistas da área pública e privada. E foi dessa forma que o PT nasceu, e com experiências tão diferentes, ele foi naturalmente montando grupos dentro do PT. E esses grupos são totalmente os mesmos hoje, mas eles sobrevivem e isso é muito interessante para a democracia interna do PT porque todos os partidos têm as suas divisões, mas o PT atua com mesas de discussão. Essas divisões não são escondidas ou bloqueadas. Elas se inscrevem dentro do PT como tendência. Elas fazem os textos e os apresentam e isso vira discussão política. Então, isso que muitos consideram como um problema, para nós é um valor. A eleição direta do PT o ano passado, em que todo militante vota em todos os níveis, inclusive para presidente nacional do PT – hoje são 1milhão, trezentos e cinquenta mil filiados no Brasil –,trouxe para nós aqui no Estado uma nova realidade: pela primeira vez o Movimento Cerrado disputou sozinho. Nós apresentamos a candidatura do Serjão Dias. Sabíamos que diante da conjuntura interna do PT teríamos em torno de 20% a 30% do PT, que era a nossa meta. No entanto nós conseguimos quase 40% das lideranças do PT em todos os níveis no Estado de Goiás. Ficamos muito satisfeitos. O PT, então, não faz um enfrentamento entre dois blocos aqui no Estado. Isso é conjuntural. Termina uma demanda, começa outra e as articulações são reiniciadas com blocos diferentes de tendência. Então, essas tendências não são distantes, são por assunto, digamos assim, que se juntam ou se dispersam.

‘Chapão é possível’

Mas há o entendimento no PT de que a melhor posição é ficar com o PMDB?
As lideranças, em geral, têm essa leitura de que a conjuntura nos leva para essa composição.

E como deve ficar? Quais são os nomes que o Partido tem hoje para composição da chapa majoritário, além do seu nome?
Quem se preparou em momentos anteriores para ser candidato a governador do Estado e pleiteou isso junto ao partido foi o deputado federal Rubens Otoni. Não sendo viabilizada a candidatura dele a governador, nós passamos para uma outra fase, que é a de ver quais são as lideranças que abririam mão do seu projeto inicial para poder compor uma chapa majoritária. O meu nome, como disse, foi apresentado de fora para dentro, porque não foi um pleito meu, pessoal. Já no caso do deputado federal Pedro Wilson, o nome dele também tem sido citado pelos outros partidos e dentro do PT também é feita a discussão.

Na Assembleia o PT tem sofrido algumas acusações e críticas falando que ele foi eleito para ser oposição, mas que hoje o partido está na base de apoio do governador. Como a sra. vê essas críticas?
Eu entendo a posição do PT no Estado, incluindo aí os deputados, com relação ao governo Alcides da seguinte forma: primeiro que o governador Alcides tem tido um trato institucional impecável com o governo federal e especificamente com o presidente Lula. Todas as conversas, todas as demandas são feitas cumprindo a palavra. Então, independente da origem partidária do governador, da composição interna do governo, o chefe do governo estadual é uma pessoa que cumpre a palavra e reconhece o esforço do governo federal para ajudar o Estado de Goiás. E esse diálogo não começou a princípio só por uma vontade partidária. Começou pelo reconhecimento desse esforço mútuo e da seriedade com que esse trato foi realizado. Depois houve um afastamento público do governador Alcides com o senador Marconi Perillo, que é o líder do PSDB aqui no Estado de Goiás, e que portanto, atua na oposição ao governo Lula. E na oposição o PT também. O governador Alcides é o único governador do PP no Brasil e o PP apóia o governo Lula. Então essa aproximação foi ocorrendo. Não houve um acordo prévio. Há uma série de condições que trouxeram esse bom relacionamento.

O presidente Lula diz que não sobe em dois palanques nos Estados. Existe uma articulação do PT e PMDB para tentar juntar esse bloco novo?
Existe uma articulação respeitosa, porque para o PT é interessante que haja uma frente de disputa, mas nós não podemos tirar o protagonismo dos partidos. Então, se o PP fizer uma avaliação junto com partidos próximos a ele de que é necessário, importante e imprescindível, será respeitado naturalmente como um aliado que é no plano nacional e com apoio explícito e militância para a campanha da Dilma Rousseff.

A sra. acha ainda possível juntar todo mundo num chapão?
Eu acredito que sim. Mas é necessário que se respeite a decisão dos partidos. Cada partido tem sua história, tem vínculos importantes, tem a sua própria avaliação e determinação.

Mesmo o DEM seria bem-vindo nesta coligação?
Bom, a coligação como um todo apoia a Dilma Rousseff. Se isso não trouxer inibição para o DEM, se na composição do Estado, inclusive o plano de governo, nós tivermos harmonia sobre isso, acredito que uma chapa que pretenda ser vencedora deve recepcionar todos os apoios.

E o PR, que tem discutido com o PSDB, com o PMDB, com o PP e PT.
O PR tem essa característica. Ele é um partido importante, um partido grande que tem prefeituras e, inclusive, tem feito um bom trabalho, além da liderança do Sandro Mabel, que é um líder indiscutível na sua atuação no Congresso Nacional. Então, sendo assim, cabe ao PR também conversar com todas as frentes, com todos os partidos. Como ele compõe o governo federal, acho que muito dificilmente ele sairia dessa relação com as chapas de apoio à candidatura da Dilma Rousseff.

Existe uma concorrência para a sra. na vice em relação ao deputado Sandro Mabel?
Não. Apenas me disponibilizo para conversar a respeito e acho que qualquer posição numa chapa majoritária é interessante, é importante. Agora, eu não postulo e nem tenho ouvido dizer que o deputado postule.

Quando o Movimento Cerrado foi contra a aliança com o PMDB acabou perdendo espaço no partido. Essa seria uma forma de retomar esse espaço, com a participação da sra., ou do Pedro Wilson na chapa?
Nós estamos bem-posicionados dentro do PT. Sempre participamos dentro da maioria no PT, mas não estamos desconfortáveis sendo minoria. Nenhuma de nossas postulações ou movimentos que estamos fazendo agora se relaciona com a disputa interna do PT, que foi no ano passado. Agora é só aglutinar, é só dialogar com a sociedade e colaborar para que o PT cresça e tenha capacidade de disputa.

Com relação à Prefeitura de Goiânia, como o PT está se preparando para assumir este posto?
Eu acho que o Paulo tem procurado conhecer tudo que diga respeito à gestão de Goiânia. Como nós do Movimento do Cerrado não participamos da gestão, provavelmente tudo indica que não participaremos, eu não tenho muito conhecimento de como os petistas que atuam dentro da administração estão se organizando para esse novo momento. Em todo caso, a impressão que tenho é que o mesmo quadro de secretários, a não ser um ou outro que vá sair para disputar as eleições, vai permanecer. Espero que os petistas que estão na administração se fixem nas peculiaridades do modo petista de governar. Existe uma história, uma cultura política, uma visão política administrativa. E eu espero que a nossa gestão petista ofereça à sociedade a nossa acumulação em conjunto com os outros partidos que são da coligação.

Por que o Movimento Cerrado não deve participar da gestão do Paulo?
Porque há um entendimento, um acordo do futuro prefeito, caso o prefeito Iris saia, de permanência do quadro de secretários. Pelo menos esta é a informação que me chegou informalmente. E isso pode se confirmar ou não. Eu não sei.

Se o coração é brasileiro…

Feliz Natal e um Incrível 2010

Cartaz natal