Sol em Goiânia

sol exuberante, sempre!

Presidente Lula e Ministra Dilma Rousseff – avanços estratégicos para o Brasil

Goiânia, 12 de fevereiro de 2010

Manhã

Manhã

tempos de chuva

Proposta nascida neste Blog ganha apoios! Saber tudo sobre os animais sem sacrificar sua liberdade! Educação e lazer para nossas crianças!

Há alguns dias vi uma reportagem sobre animais em processo de extinção sendo monitorados por estudantes de Biologia, Universidades e Ibama no Nordeste. Os macacos-prego, araras, papagaios e outras espécies ‘violentamente arrancadas da natureza’ por traficantes de animais votaram a seu ambiente, para usufruir da liberdade.

Não há dúvidas sobre o que a humanidade, em reeducação sobre a vida no planeta, deseja: harmonizar crescentemente todos os fatores de desenvolvimento, sob pena de registrar no futuro um nível de degradação incompatível com o conhecimento acumulado.

As atenções agora estão voltadas para Copenhague e os compromissos das nações através de seus chefes de estado.  A reunião da ONU deverá definir o acordo que limitará as emissões de gases de efeito estufa de todos os países, depois de 2012, quando expira o protocolo de Quioto.

Vinculo os dois assuntos neste texto porque se trata de uma visão que se expande para todos os espaços e vertentes da vida: a natureza, da qual fazemos parte.

Assim como desejamos que haja compromisso com a limitação da emissão de gases de efeito estufa, precisamos utilizar todas as oportunidades à mão em nossos municípios para dar saltos indispensáveis que visem melhorar as condições ambientais, educacionais, de saúde e demais aspectos que importam em uma sociedade com valores declarados em nossas cartas constitucionais.

Estamos divulgando a proposta inicial de um ‘novo zoológico’ para Goiânia, lançada neste Blog dia 20 de novembro de 2009. Defendo esta proposta porque porta, em si, uma visão estratégica para nossa Cidade, Estado, País. Para os demais países, poderá vir a ser um exemplo de boa aplicação de recursos públicos e privados, como ocorre no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. E traz consigo ainda mais razões de protagonismo, por se tratar da substituição de um modelo claramente desmerecedor dos esforços de caráter pedagógico realizados por educadores, pais e a sociedade, que é o adotado pelo Zoológico de Goiânia.

Um belo parque, com todas as informações que o atual modelo não oferece, com a alegria própria das descobertas do novo, com sabor de cultura de paz!

Ação do Ibama e Universidades: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1165307-7823-PARCERIA+ENTRE+IBAMA+E+UNIVERSIDADES+DO+NE+AJUDA+A+SALVAR+ANIMAIS,00.html

Museu da Língua Portuguesa:  http://www.poiesis.org.br/mlp/index.php

zoológico - grades

Dias de excelente programação do Goiânia Noise

Goiânia Noise 2009 (1)

Goiânia Noise 2009 (2)

Goiânia Noise 2009 (3)

Conselhos Tutelares – Eleições 2009

Nós elegemos a proteção das crianças!

29 de novembro, eleição do Conselho Tutelar em Goiânia

Desenho Menininhos

 

Domingo é dia de tirar um tempinho e ir às urnas para votar nas pessoas que estarão todos os dias cuidando das nossas crianças!

Diariamente crianças e adolescentes, em grande número, precisam de ajuda. Às vezes um apoio eventual, relacionado a um acontecimento, outras vezes se trata de acompanhamento da vítima, da família e dos espaços onde surgem agressões e restrições de direitos. Esses trabalhos envolvem relação com o Ministério Público, o Poder Judiciário, a Delegacia de Polícia, a Prefeitura, instituições e entidades.

A tarefa dos Conselhos Tutelares vai da recepção das denúncias até o monitoramento dos resultados. Para quem nunca viu de perto a ação dessas pessoas, pode até achar simples. Vou dar um exemplo: alguém telefona anonimamente para o Conselho Tutelar e diz que uma criança que mora ao lado de sua casa está sendo estuprada e sofre espancamentos de um parente. Trata-se de uma abordagem complexa, que exige conhecimento da legislação, agilidade, cuidados de toda ordem, colocando a proteção da criança indicada como vítima em primeiro lugar.

Anexo aqui algumas cartas que recebi que falam dos Conselhos Tutelares em Goiânia, com conhecimento e autoridade. Para conferir locais de votação, aqui está o endereço indicado: www.cmdca.go.gov.br.

Marina Sant’Anna

Desenho Menininhos

Aos Pais e Mães

Só quem tem filhos, ou convive com crianças e adolescentes sabe quão árdua é a tarefa de educar e proteger os pequenos. Ainda mais nos dias de hoje, em que a vida foi tão banalizada. Por isso nós, que amamos nossas crianças, devemos unir nossas mãos em busca de um presente melhor para elas.

E este presente – que garante o futuro – já está sendo desenhado e precisa melhorar. Se é difícil garantir educação e segurança para suas crianças em casa, imagine para mais de 10.000 crianças e adolescentes que são todos os dias abandonados e agredidos, ficando à mercê do poder público.

Para este trabalho existe o Conselho Tutelar. Um órgão sério, permanente e autônomo que possui os profissionais que melhor conhecem os direitos da Criança e do Adolescente no Estado. O Conselho cobra 24 horas por dia posição e andamento de processos das autoridades responsáveis pelas vidas de centenas de crianças. Esses conselheiros são escolhidos através do seu voto, que por não ser obrigatório e tampouco divulgado, quase nunca acontece.

Eu, que sou Presidente Voluntária da ONG CEVAM – Centro de Valorização da Mulher – há 16 anos e recebo mais de 150 crianças abandonadas ou agredidas por mês, sou a primeira a levantar a bandeira da importância desta votação e pedir a sua participação neste ato de democracia pelas crianças e adolescentes.

As eleições acontecem a cada três anos e elegem cinco conselheiros (as) para cada região da cidade: Norte, Leste, Centro-Sul, Oeste, Noroeste e Campinas. E para votar é simples: no dia 29 de novembro, vá até sua zona eleitoral com título de eleitor e identidade. Você pode votar em até cinco conselheiros (as) tutelares para sua região. Lembrando que assim como nas eleições tradicionais, escolher bem os representantes é fundamental para que eles correspondam à confiança neles depositada.

Dolly Soares Nº 120 – Região Centro-Sul
Fone: 91352753

Desenho Menininhos

O Conselho Tutelar é um órgão mantido pelo município, mas deliberado por lei federal, sendo obrigatória a implantação de pelo menos um conselho tutelar por município. Como alguns municípios não investem muito na área social e muito menos especificamente na área da criança e do adolescente, foi criado a Resolução 75 do CONANDA – Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente que delibera que a cada 200 mil habitantes se crie pelo menos um conselho tutelar. Essa resolução foi modificada recentemente por um grupo de militantes ligados à Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República – SEDH-PR, onde prevê que a cada 100 mil habitantes se crie um conselho tutelar. Essa resolução vai ser apresentada como projeto de lei ainda esse ano, dispõe sobre os parâmetros para a criação e funcionamento dos Conselhos Tutelares e dá outras providências.

O Conselho Tutelar é um órgão que se encontra na “ponta” da comunidade, recebendo primeiro todas as notícias pertinentes a essa área e tendo um contato mais estreito com a população. Se o poder público tivesse consciência de como os conselhos tutelares estão os representando junto à comunidade, estes investiram mais em órgãos tão relevantes para a defesa e garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

O Conselho Tutelar, objetivamente, é um órgão de proteção das crianças e adolescentes trabalhando conjuntamente com as famílias, tentando resolver situações como: conflitos familiares, maus-tratos, violência física, sexual e/ou psicológica, necessidade de expedir documentação (certidão de nascimento e identidade), encaminha para o primeiro emprego, requisita vaga em creches, escolas, cursos profissionalizantes, entre outras ações que fazem do Conselho Tutelar um órgão de referência para todas as situações que se refiram às crianças e adolescentes.

O Conselho Tutelar também tem como atribuição fiscalizar todas as entidades que atendem direta ou indiretamente crianças e adolescentes, formando assim vínculos estreitos com essas entidades, buscando melhorias para as mesmas. Vale ressaltar que muitas vezes o conselheiro tutelar consegue encaminhar uma criança ou um adolescente para uma dessas entidades, devido a amizade e parceria que estabelece com estas. Este órgão também contribui para os planos de governo e proposta de orçamento que possa beneficiar o público pelo qual se destina a atender, sendo assim, consegue diagnosticar e mapear aonde é necessário mais investimento do poder público, fato que muitas vezes causa indisposição com o poder executivo, que não compreende o quanto esse órgão pode ser importante para que os investimentos possam ser mais eficazes e menos obsoletos.

Por fim, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República considera esse órgão como fundamental na garantia dos direitos humanos de crianças e adolescentes e, por isso, tem investido de várias formas nestes órgãos, inclusive destinando verba para as secretarias de estado ou direto para as associações de conselheiros, tentando garantir o que na maioria das vezes o poder municipal não garante.

Frase da Carta Aberta, relacionada ao artigo 227 da Constituição Federal Brasileira e ao artigo 4ª do Estatuto da Criança e do Adolescente: “É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do PODER PÚBLICO assegurar, com Absoluta Prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.” (Lei Federal 8069/90 – ECA, art. 4º)

Carlos Elias Nº505 – Região Noroeste
Fone: 99286258

Desenho Menininhos

Novo Processo de Escolha para Conselheiros Tutelares

No último domingo de agosto, dia 30, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA aplicou uma prova de conhecimentos específicos aos pré-candidatos para os seis Conselhos Tutelares de Goiânia. Tratou-se de um pré-requisito para efetivação da candidatura dos interessados em pleitear uma vaga como conselheiro tutelar, contemplando conhecimentos sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, a principal lei utilizada para o exercício da função; exigindo ainda, conhecimentos sobre Políticas Públicas nas áreas da educação, saúde, trabalho, habitação, segurança e assistência social.

Quem teve acesso à prova constatou sua extrema dificuldade, devido à qualidade de sua elaboração e a legalidade que trazia seu conteúdo. Poderíamos constatar que desde a promulgação do ECA que legalizou a criação do Conselho Tutelar como órgão de proteção, encarregado de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente definidos por esta lei, Goiânia avançou com passos largos buscando eleger conselheiros tutelares melhores capacitados e com experiência comprovada na área da infância e adolescência.

Além da prova de conhecimentos específicos, os pré-candidatos tiveram que comprovar o trabalho efetivo com crianças e adolescentes por no mínimo dois anos, através de declaração original de no mínimo duas entidades governamentais ou não-governamentais, regularmente inscritas e registradas no CMDCA. Esse documento teria sua legitimidade averiguada e ainda solicitou-se atestado médico de psiquiatria, oftalmologia, dermatologia e clínico geral, para só então efetivar a inscrição para participar da prova eliminatória de conhecimentos gerais.

A prova aplicada esse domingo, reprovou 42% dos inscritos para o processo de escolha dos conselheiros tutelares de Goiânia. Com certeza, esse é um momento para ser comemorado, pois trata-se do processo de moralização da eleição dos futuros Conselheiros Tutelares da capital, que além de terem passado por essas etapas, serão submetidos ao crivo da comunidade de cada região de Goiânia (leste, oeste, norte, noroeste, centro-sul e campinas) que votarão através de urnas eletrônicas, pois outro avanço neste processo, foi a contratação do serviço idôneo e prático do Tribunal Regional Eleitoral – TRE.

Parabenizamos o colegiado do CMDCA de Goiânia, bem como sua comissão eleitoral que tão bem elaborou a prova e a corrigiu com presteza e clareza. Fiquem de olho na eleição que acontecerá em novembro deste ano, dispondo de candidatos muito bem selecionados, que comprovaram experiência e capacitação para uma nova gestão de conselheiros tutelares.

Ana Lídia Fleury, Presidente da Associação dos Conselheiros Tutelares do Estado de Goiás.
Conselheira Tutelar – Região Leste / Psicóloga

Desenho Menininhos

CARTA ABERTA

O colegiado dos Conselheiros Tutelares de Goiânia se manifesta junto aos atores do Sistema de Garantia de Direitos de Crianças e Adolescentes e à comunidade em geral, sobre a atual situação da Política Municipal de Atendimento à Criança e ao Adolescente em Goiânia.

O Conselho Tutelar, como órgão de proteção, defesa e fiscalização dos direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, Lei Federal 8.069 de 13 de julho de 1990, sente-se IMPOTENTE diante da demanda de atendimento, pois ao aplicar as medidas de proteção pertinentes aos casos, não há um conjunto articulado de ações governamentais e não-governamentais que possam efetivá-las, mesmo sendo essa uma exigência da mesma lei.

Em se tratando do acesso às políticas públicas de educação infantil (CMEI), ensino fundamental, educação comunitária, inclusão no mercado profissionalizante e de trabalho, o Conselho Tutelar possui dificuldade de viabilizar o acesso de crianças e adolescentes a essas políticas, pois não há vagas suficientes para contemplar a demanda existente, prejudicando consideravelmente as famílias que já se encontram em situação de vulnerabilidade.

Quando há notícias de crianças e adolescentes em situação de rua e/ou vítimas de violência física, psicológica ou sexual, que exige a aplicação de medidas de proteção de forma rápida e eficiente, o Conselho Tutelar se depara com diversas dificuldades. Quando há necessidade da aplicação da medida excepcional e provisória de abrigamento, as poucas unidades disponíveis são mantidas pela sociedade civil, sendo que o poder público deveria assumir essa responsabilidade, havendo apenas um abrigo de manutenção estadual que atende crianças de 0 a 11 anos.

Quando é necessário encaminhar um adolescente em situação de risco pessoal e/ou social para o mercado de trabalho, não há programas de caráter público que incluem o adolescente de 14 ou 15 anos de idade, e os programas existentes não legitimam o caráter legal da “requisição” do Conselho Tutelar, havendo apenas um programa estadual que aceita requisições do Conselho Tutelar, a partir de 16 anos completos.

Quando um adolescente deseja e necessita se recuperar da dependência química, não há leitos suficientes para internação nos Hospitais Gerais e os Centros de Atenção Psicossocial são insuficientes para atender a demanda. Não há centros de atenção 24hs para o paciente que necessita desses cuidados, existindo apenas centros de recuperação oferecidos por entidades de iniciativas religiosas ou ONGs que na maioria das vezes se encontram super lotadas, e onde o Conselheiro Tutelar muitas vezes precisa “implorar” por uma vaga com o objetivo de recuperar o adolescente.

Nota-se que com a desconstrução da política de atendimento à Criança e ao Adolescente em Goiânia, houve um aumento considerável e visível de crianças e adolescentes em situação de rua, se submetendo a mendicância e trabalho informal infantil, e o trabalho que existia de abordagem e acolhimento foi desconstruído de tal forma, que hoje depende apenas de uma quantidade mínima de educadores.

O poder público que deveria investir em uma área tão nobre e carente, prefere dizer que está “economizando”, quando se trata de uma área que merece investimento constante. As entidades não-governamentais, movidas por um dever moral, ético e até mesmo religioso oferecem os serviços que deveriam ser oferecidos obrigatoriamente pelo poder público.

A promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente que no corrente mês completa 19 anos, trouxe avanços no atendimento e na maneira de olhar a criança e o adolescente, tornando-os sujeito de direitos e não mais “objeto” de intervenção, tirando-os da condição de “menor”; mas ainda há muito que se fazer. Necessitamos exigir do poder público o cumprimento da Prioridade Absoluta prevista em lei, garantindo o lugar de criança e adolescente no orçamento e nos planos de governo.

Essa luta é de todos nós! “É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do PODER PÚBLICO assegurar, com Absoluta Prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.” (Lei Federal 8069/90 – ECA, art. 4º)

Apoio:

Associação dos Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares do Estado de Goiás/ACTGO
Comissão da Criança e do Adolescente da Câmara Municipal de Goiânia
Centro de Apoio Operacional da Infância, Juventude e Educação do Ministério Público/Goiás

Desenho MenininhosAlguns candidatos e candidatas que já conheço há mais tempo e outros com quem pude conversar ou recebi solicitação de atenção para suas candidaturas, lembrando que cada eleitor/a pode votar em até 5 nomes:

Alessandra Borges – Região Oeste – Nº 400
Almir da Mata – Região Leste – Nº 301 (81130920)
Anderson Sales – Região Leste – Nº 303
Carlos Caetano – Região Campinas – Nº 603 (99335600)
Carlos Elias – Região Noroeste – Nº 505 (99286258)
Cleusa – Região Sudoeste – Nº 405
Edna Vaz – Região Norte – Nº 207 (32641142)
Elaine Dias – Região Centro-Sul – Nº 107
Derley Assunção – Região Oeste – Nº 408
Dolly Soares – Região Centro-Sul – Nº 120 (91352753)
Glauco Borges – – Região Centro-Sul – Nº 109
Joãozinho – – Região Centro-Sul – Nº 112
José Nilton – Região Noroeste – Nº 514
Junio Rodrigues Pinheiro – Região Leste – Nº 317
Leandro Dias – Região Leste – Nº 318
Liliene Santos – Região Leste – Nº 319
Lurdes – Região Campinas – Nº 622
Pastor Jônatas Resende – – Região Centro-Sul – Nº 113
Patrícia Ferreira Neres Vieira – Região Leste – Nº 325 (85586331)
Renilton Borges – Região Noroeste – Nº 523
Valdomiro Borba – Região Noroeste – Nº 528
Verinha – Região Sudoeste – Nº 431
Vicente Gomes – Região Leste – Nº 328
Wanderley – Região Centro-Sul – Nº 140 (85811900)
Wanderson Marinho – Região Centro-Sul – Nº 141
Wesley Costa – Região Oeste – Nº 434
Wilson Sodré – Região Sudoeste – Nº 436

Goiânia é selva

Há tempos eu observo a movimentação da música em Goiânia e naturalmente faço parte desta movimentação devido às rimas e batidas que constroem meus rap´s. Não sei se é ousadia falar, mas esta cidade é uma das maiores produtoras de algazarra sonora que se tem noticia, são vários estilos, seja rap, rock, samba, musica regional e… Tá bom! Sertanejo também, tem nem como correr né?

Hoje esta diversidade proporciona aquela sensação de estar em uma selva e você fazer parte da fauna, nesta hora você se pergunta: de espécie eu sou? Cara! Que pergunta difícil de responder para o espelho viu! Para mim é tão complicado quanto para um vestibulando falar para o pai se vai ser advogado ou percussionista de uma banda de reggae do colégio. Poxa vida, esta pergunta não consegui responder ate hoje, então de repente surgiu àquela voz da consciência no lado direito do ombro e respondeu cheia de marra, “você é um hibrido mane.” Vixe, quediabehisso?! Pois é, cheguei a esta conclusão que não consigo ser apenas do rap ta ligado mano? Nem só do samba morô choque? Quanto menos só sertanejo cerrrto cumpade?

A gente ouve tanta coisa ao mesmo tempo, que seria uma tarefa tibetana bloquear os ouvidos para um só estilo. Até porque é impossível, dentro da minha casa, por exemplo, cada quarto toca uma coisa diferente, então amigão, fazendo uma analogia infame, se cada amante de um estilo musical fosse um bicho, eu seria um bicho sem nome, Fíduma égua com pai cachorro, irmã gata e irmão anta ao som de uma sinfonia animal, viva os bichos porque Goiânia é selva!

Dyskreto

Zoológico de Goiânia, até quando?

Passei a minha infância morando ali pertinho do Zoológico de Goiânia, na Rua R-7 esquina com a R-2, Setor Oeste, divisa com o Setor Coimbra. E vizinha da Celg (à época) e do Mercadinho São Judas Tadeu.

Adolescente, ia sempre estudar naquelas mesinhas com banco de madeira ou sentada no chão, em meio às árvores. Uma delícia! Depois um primo atendeu à minha manha e fiz uma coisa que aprendi pra sempre que não se faz: pedi que trouxesse da Bahia um mico-estrela. Simplesmente adorava aquele bichinho. Ganhei um filhote que fez amizade apenas comigo, o Francisco – um amigo com muita habilidade pra lidar com animais e uma miquinha que se comunicava com ele do zoológico, naqueles assobios intermináveis e, como ficava solta na árvores, ia pra minha casa namorar o Xistus. Uns fofos! Quando mudei pro Setor Jaó com minha família, o Xistus – este o nome dele – não se adaptou e armou uma confusão traumatizante na cozinha. Chorei muito, mas a opção foi correta e pra sempre: soltar o Xistus na mata que havia lá, pra alegria total do bichinho e minha convicção do tamanho do erro que cometi.

Nunca faltou água, comida e carinho pro ‘meu’ mico-estrela, mas ele era meu prisioneiro! Ele foi capturado de seu lugar e seu tempo pra ser visto, admirado, acariciado… E viver tristemente. Assim são os animais dos zôos. Não vejo sentido nisso! É preciso fazer a transição do período em que se pensava ser educativo levar crianças para ver animais enjaulados, praticamente sem movimentos, em direção ao uso de tecnologias disponíveis e acessíveis para bons projetos educativos.

Há um aspecto importante que não pode ser esquecido, que é a acumulação científica. As pesquisas e estudos que envolvem o uso da vida animal podem ser realizados com os indivíduos colocados em áreas de proteção ambiental, sob licenciamento e fiscalização do Ibama e outros procedimentos que os técnicos saberão encontrar. Há também o Museu de Ornitologia, dirigido pelo Prof. José Hidasi, que é premiado, tem prestígio e pode compor uma solução para o destino do Zôo de Goiânia.

Quando entrei pela primeira vez no Museu da Língua, me veio à memória o nosso Zoológico. Aquele complexo paulistano que inclui a Pinacoteca, a Estação da Luz, um espaço que já foi cadeia de presos políticos e ambiente propício à reflexão, de fato me agrada profundamente.

O Museu a que me refiro desenha, em diversos formatos, nossas origens de algum modo verbalizadas. Daí extrair uma palavra comum das telas, que pode ter origem espanhola, nagô ou japonesa. Podem-se ouvir as pronúncias das regiões do Brasil, com respeito e alegria, nas vozes de pessoas entrevistadas no próprio local onde vivem. Há um corredor com sons e imagens que permitem às pessoas ficarem ali sentadas por tempos, apreciando histórias relacionadas ao futebol, à poesia brasileira, a fatos destacados. A tela é todo um lado do enorme corredor. Há uma sala onde nos sentamos todos e todas pra ouvir poesias brasileiras, nas vozes de seus autores ou artistas populares conhecidos. E outras muitas oportunidades. Paguei quatro reais para entrar.

Por que não um Museu dos Animais no mesmo local onde hoje deixamos os animais enjaulados sob sol, chuva e exaustiva visitação? Podemos juntar de forma harmoniosa o Museu de Ornitologia e fazer uma conexão com o Jardim Botânico, em um projeto interligado de educação para uma cultura de paz e de desenvolvimento com cuidado pela vida!

Ao concluir um terceiro mandato de Vereadora de Goiânia em 2008 e ouvir de técnicos de outros estados que Goiânia tem o pior zoológico das capitais e um dos piores do Brasil, juntei a informação de ter ido a outros zôos e visto que, apesar de melhores condições de acolhimento e permanência dos animais, a verdade é que ele são pinçados de seu ambiente e cercados de imediato ou em gerações para que as pessoas possam ali passar e vê-los. Penso que em tempos anteriores, assim como se fazia nos circos, não havia o acúmulo que se tem hoje sobre meio ambiente e sobre os reflexos de nossos atos. Pensava-se na natureza como infinitamente provedora em toda a sua riqueza. E não havia meio também de oferecer informação sem a presença física dos animais. Hoje isso, definitivamente, não é mais necessário!

Minha sensibilidade com o tema permeou meus mandatos, mas realmente não havia encontrado uma proposta satisfatória. Entendo que esta pode ser uma ótima solução. Há museus que buscam artificialmente imitar os ecossistemas, o que também é válido. Mas penso que o custo de manutenção, a existência de um espaço digno para a execução desta proposta, que é o atual espaço do Zôo, a possibilidade de se buscar parcerias junto às esferas de governo e à iniciativa privada, na linha da responsabilidade social, bem como os resultados educadores a serem alcançados, podem significar uma mudança de tal porte que se transforme em referência para outros que procurem melhor solução em suas cidades.

Proponho que encaminhemos nossos velhos animais para a ‘aposentadoria’, com os cuidados que são merecedores; que os animais que podem voltar a ficar soltos, se alimentar e sobreviver sejam entregues aos lugares de onde foram tirados ou similares; e, para aqueles que podem permanecer nas áreas fiscalizadas pelo IBAMA, que sejam abrigados desse modo. Certamente os veterinários, zootecnistas e outros profissionais terão as saídas mais adequadas para os vários desafios.

Toda mudança importante causa perplexidade. É preciso abrir esta perspectiva para debate com desejo de alterar a atual performance e seus evidentes problemas!

Eduquemos nossas crianças para que sejam conhecedoras da história da humanidade e do Planeta e protagonistas de um mundo de paz e fraternidade!