Esses e outros tantos títulos, eu poderia atribuir a minha primeira experiência de ir a uma festa trance, a “Up music”, que aconteceu no último final de semana em Goiânia (24 e 25/10). Diria que foi uma comemoração em grande estilo do aniversário da minha cidade!
Goiânia com seus 76 anos tem mostrado maior preocupação com a diversidade. Sei que ainda há muito a avançar, principalmente, no que tange à preconceitos e discriminação com o que é diferente! Ser diferente não deve estar ligado à construção de hierarquias, sejam elas, raciais, sexuais, culturais, econômicas, profissionais, sociais, religiosas, de estilos de vida, dentre outras.
A Teoria Antropológica nos ensina que transformar o familiar em exótico e o exótico em familiar, não é tarefa fácil, mas deve ser exercitada.
Então, no último sábado fui convidada para ir a uma festa trance. Num primeiro momento, meus pensamentos viajaram, antes mesmo de responder se eu ia ou não. O interessante disso tudo foi o fato de não me imaginar num evento desses, assim como boa parte das pessoas. Resistem por falta de conhecimento, rotulam e muitas vezes não se oportunizam a conhecer aquilo que não faz parte da rotina, não vivem o que a cidade oferece. Eu fui e gostei muito!
Para aqueles que não conhecem, faço uma descrição densa do que seja a festa. Uma noite deliciosa, quente e iluminada. Multidão! O primeiro traço de diversidade era percebido ao se aproximava do local. Gente chegando a pé, de moto, de carro, carros novos, outros nem tanto, pessoas vindo de todos os lados, com a mesma expectativa e busca: diversão!
Tudo era de fato divertido. As cores, luzes, sons, feirinhas de produtos artesanais, DJ’s, árvores devidamente iluminadas, ambientes diversos, peças ornamentais, todos os estilos de pessoas, de chinelos, sandálias, tênis, botas, botinas, camisetas, vestidos, jeans, uma roupa mais elaborada, fantasias, maquiagens, ausência delas, chapéus, bonés, boinas, maculelê, êmo, rock, pop, básico, clássico, enfim, difícil descrever a multiplicidade de estilos.
Experiência incrível, clima agradável, uma espécie de boate a céu aberto, num mix com barraquinhas de comidas e bebidas diversas, entretenimento, lúdico, assim mesmo, tudo junto! Sem luzes em excesso e a acústica fica formidável porque o som se propaga, não fica pesado, não polui, e para aqueles que ainda “insistem em fumar” (sem apologia alguma), pelo menos não o fazem num local fechado.
E ainda, música o tempo todo, brinquedos, iluminação fantástica, carrinho de pipoca, de sorvete, cachorro quente, pizza, segurança, muitas pessoas, mas nenhum tumulto, cuidados com a saúde e o bem estar, organização, corpo de bombeiros sempre atento, ambulância, policiamento, estacionamento, enfim, só tenho coisas boas a falar!
As pessoas estavam ali pra se divertir. Tinha gente de todas as idades, tamanhos e cores, de partes distintas da cidade, que aos poucos, enfeitavam a noite, cada um(a) com sua irreverência, especificidade, diferença, atitude, beleza, estilo, forma…
Comemorando o aniversário de Goiânia, esse evento nos permite observar a vivencia com a cidade e na cidade, derrubando rótulos estereotipados que a capital abrigue apenas um ou outro estilo de música.
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(Link reduzido: http://marinasantanna.com/?p=99)