Sol em Goiânia

sol exuberante, sempre!

Chega de opressão. Pensando combater qualquer tipo de violência!

Consciência NegraNas últimas duas semanas, rememoramos e comemoramos o Dia da Consciência Negra (20/11) e o Dia Internacional de não violência contra a mulher (25/11). Esses dias, em conversa com Marina, brinquei, disse que esse nome, “dia de não violência” sugere que os outros dias possam ser de violência… Era só brincadeira!

Acho válida a proposta, digno as pessoas abordarem tais assuntos em suas vidas cotidianas, os políticos colocarem nas agendas públicas, as escolas introduzirem com mais ênfase tais debates, propiciando uma educação mais plural (que haja realmente preocupação com @ outr@) pontuar historicamente o quanto negr@s e mulheres foram mal tratad@s, violentad@s, marginalizad@s, oprimid@s, esquecid@s, silenciad@s, desprotegid@s pelo próprio Estado.

Estamos na era dos direitos humanos. Mudaram as formas de pensar o próximo. Acredito que estamos na fase inicial de reconhecimento de uma luta que já é travada há anos. A bíblia já dizia que devemos amar o próximo como a nós mesm@s, vivemos em um país que afirma ter a bíblia como referência. Precisamos então, sair da esfera discursiva e operacionalizar as práticas de não violência, não reprodução da mesma, respeitar de fato quem é diferente de nós.

O feriado do Dia da consciência negra foi boicotado em alguns estados. O discurso mercadológico afirmou que tal comemoração acarretaria prejuízos monetários! Fala sério! E os prejuízos simbólicos de uma vida toda de discriminação? Prejuízo é assistir aos filmes, ver relatos dessa violência, comparecer as delegacias, ouvir vítimas, assistir o noticiário e ver que as pessoas ainda utilizam a cor da pele e as questões ligadas ao gênero para oprimir outras.

Em 500 anos, algumas pessoas parecem ter aprendido pouco! O Brasil é um país sui generis, isto é, tem uma natureza específica. O povo brasileiro foi constituído de uma mistura racial que culminou na configuração atual. Lembremo-nos, quem queria uma raça PURA era Hitler, para isso matou milhares de pessoas! Que medo!

E as mulheres? Mudas, atrás dos homens, no cenário doméstico, mãe, reprodutora, oprimida, violentada sexualmente, não podia votar, não tinha onde reclamar da violência, era ridicularizada, enfim, durante vários anos foi hostilizada!

Parar um dia e refletir sobre essas questões significa avanço! Não estamos dizendo que estas ações não são cotidianas, reflexivas, devem estar presentes nas esferas pública e privada, repassadas de geração à geração, panfletadas nas escolas e lugares públicos diversos.