No domingo, 20 de novembro, comemora-se o Dia Nacional da Consciência Negra, mesma data da morte do líder Zumbi dos Palmares. Formalizada em Lei no dia 10 pela presidenta Dilma Rousseff, o Dia da Consciência Negra e de Zumbi é o resultado de anos de luta de movimentos sociais contra a discriminação de raça no Brasil. A deputada federal Marina Sant’Anna considera importante o período de comemoração e reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.
Marina destaca que as comemorações são um reconhecimento da luta de negros e negras no Brasil, desde o período escravagista, e dos resultados positivos dessa luta. As reflexões, conforme ela ressalta, são fundamentais para que se reconheça o quanto ainda é preciso avançar para derrubar barreiras do preconceito e da discriminação.
A coordenadora de Disseminação de Informações do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra (CNIRC) da Fundação Cultural Palmares, Oraida Abreu, destaca que houve muitos avanços no Brasil nos últimos anos, na implementação de políticas nessa área. Ela destaca a criação da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) pelo Governo Federal, as cotas para afrodescendentes em universidades e a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12288/10). Oraida pontua, porém, que ainda é preciso avançar: “É preciso pensar a economia e o desenvolvimento pensando na população negra”, afirma.
O ano de 2011 foi instituído como Ano Internacional dos Afrodescendentes, pela Organização das Nações Unidas (ONU). Em Goiânia, A Prefeitura da Capital fez a abertura oficial do mês da Consciência Negra no início de novembro, pela Assessoria de Igualdade Racial (Asppir) e a Secretaria Municipal de Cultura (Secult).