A deputada federal Marina Sant’Anna concedeu entrevista nesta segunda-feira, 20, ao jornalista Alex Atanásio, da UCG TV. O âncora do programa TJ Goiás abordou temas como a violência contra mulher, o espaço feminino nas relações de poder, reforma política, o moderno e o atraso na forma de fazer política.
Questionada sobre porque a violência persiste em pleno terceiro milênio, Marina explicou que o Brasil é herdeiro de um processo histórico, no qual “a cultura não é a da paz”. Segundo ela, grande parcela da população ainda considera normal uma pessoa bater em outra, uma mãe bater no filho, o marido bater na mulher, alguém agir de modo violento com um idoso ou uma criança. Para Marina, é preciso ampliar o número de casas abrigo, de delegacias da mulher e os investimentos nas políticas públicas de atendimento à mulher.
A deputada petista prestou contas ainda de seus primeiros meses de mandato. Ela pontuou que tem encaminhado demandas de interesse da população de Goiás aos ministros e à Presidenta Dilma Roussef. A parlamentar explicou que o trabalho da bancada de mulheres na Câmara dos Deputados, coordenado pela deputada Janete Pietá, é articulado e tem conseguido incluir na ordem de prioridades da Casa.
Sobre reforma política, voltou a defender a provação da paridade na lista de candidatos e candidatas concorrentes a cargos eletivos. “Somos a metade da população brasileira e temos o direito de reivindicar igualdade nos espaços de poder”, ressaltou.
Marina Sant’Anna também defendeu os governos dos Presidentes Lula e Dilma Roussef como referenciais de prática republicana. De acordo com ela, as ações de governo tem sido planejadas, são pautadas pela participação popular e levam em consideração as necessidades da população mais pobre. “A política não serve para nada se não for para mudar para melhor a vida das pessoas”, afirmou, para concluir: “o moderno é priorizar os pobres nos investimentos públicos”.
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