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19/06/2011 23h39

Marcha pede respeito aos direitos da mulher e defende a cultura da paz

 

Foto: Cláudio Marques

Declarações do policial Michael Sanguinetti, em Toronto, Canadá, durante uma palestra de estudantes universitários, no dia 3 de abril, provocaram a ira do público local e reação em cadeia de militantes feministas em todo o mundo. O policial recomendou às mulheres que não se vestissem “como prostitutas” para evitar que fossem vítimas de violência sexual.

No Brasil, fala acintosa do humorista e apresentador dos programas da Band CQC e A Liga, Rafinha Bastos, também provocou reações. Ele afirmou: “Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia…Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus. Isso pra você não foi um crime e sim uma oportunidade. Homem que fez isso não merece cadeia, merece um abraço”.

Em função das declarações, que invertem valores e geram indignação, um grupo de mulheres feministas goianas organizou e realizou no sábado, 18, na Praça do Coreto da Cidade de Goiás, a Marcha das Vadias, pelo direito à liberdade sexual da mulher e por uma vida sem violência. “Até agora mais de 20 cidades norte-americanas e australianas, do Reino Unido, Nicarágua, Honduras, México e Brasil (São Paulo e Recife), já fizeram a Marcha. Para a deputada federal Marina Sant’Anna (PT-GO), que participou da caminhada, a marcha é uma manifestação contra a arrogância e a violência moral às mulheres, que atinge toda a sociedade.

Manifesto distribuído pelas organizadoras do ato ocorrido na cidade de Goiás denuncia que aproximadamente 15 mil mulheres são estupradas por ano, no Brasil e “mesmo assim nossa sociedade acha graça quando um humorista faz piada sobre estupro, chegando ao cúmulo de dizer que homens que estupram mulheres feitas não merecem cadeia, mas um abraço”.

“Marchamos porque durante séculos as mulheres negras escravizadas foram estupradas pelos senhores, porque hoje empregadas domésticas são estupradas pelos patrões e porque todas as mulheres, de todas as idades e classes sociais, sofreram ou sofrerão algum tipo de violência ao longo da vida, seja simbólica psicológica, física ou sexual”, expressa o documento que conclui: “Somos todas mulheres do mundo. Exigimos respeito”.

Confira registro fotográfico completo aqui

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Link Reduzido: http://bit.ly/jcade7

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Um comentário sobre “Marcha pede respeito aos direitos da mulher e defende a cultura da paz”

  1. ELCIVALDO BARBOSA disse:

    E INADIMISSIVEL QUE UM HOMEM PÚBLICO DE DECLARAÇÕES TÃO INFELIZ E ABSURDA COMO ESSA ESTUPRO E UMA VIOLÊNCIA SEM TAMANHO DEVE SER REPUDIADO SEMPRE,TENHO QUATRO FILHOS,BERG VINICIUS,EMILY HEIDY,E AS GEMIAS,FLAVIA STELMAN,E , ELEN YASMIN,SE ALGO NESSE SENTIDO ACONTECER A ELES,SINCERAMENTE PREFIRO NEM COMENTAR.

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