De acordo com o jornal chinês China Daily e a China News Agency, pelomenos onze tigres siberianos morreram de fome nos últimos três meses em um zoológico da vida selvagem no nordeste do país. Detalhe: o estabelecimento foi fechado para a reforma disciplinar depois de um violento ataque de tigre no ano passado. “Para cada dois dias, os tigres eram alimentados com apenas uma ou duas galinhas”, disse Liu Xiaoqiang, um oficial de proteção da vida selvagem local. O ideal para a alimentacão do felino é cerca de 9kg por dia.

Tigre siberiano foge com frango atirado pelos turistas no Tiger Harbin Park, em Harbin, na província de Heilongjiang no nordeste da China. (AP Photo/Ng Han Guan, Arquivo)
O fornecimento de alimento no Shenyang Forest Zoo Wild Life, uma empresa privada no nordeste da província de Liaoning, na China, foi insuficiente para seus mais de 30 tigres, levando a uma série de doenças terríveis, incluindo falhas renais, enterite hemorrágica e miocardite. Desde novembro passado, quando dois tigres siberianos no zoológico foram mortos após uma tentativa de ataque a um alimentador, todos os tigres foram confinados em estreitas gaiolas sem possibilidade de exercícios em campo aberto, deteriorando ainda mais a imunidade dos animais famintos. “Onze tigres siberianos morreram em três meses! Taxa de mortalidade como esta é realmente algo inédito”, disse Liu, acrescentando que uma fatalidade a cada três a cinco anos é o normal em zoológicos da China. O país tem um alarmante número de apenas 450 tigres selvagens em liberdade nas florestas chinesas, e cerca de 5 mil animais da espécie presos em confinamento.
No entanto, os tigres siberianos, uma raça preciosa, não são as únicas vítimas do zoo chinês. Outros 30 animais silvestres foram mal tratados e tiveram fome durante o mesmo período. O zoológico tem sido difamada por seu mau tratamento de animais selvagens, cuja população caiu pela metade desde a sua abertura em 2000.
O mundo está atento à notícia, vinculada em vários sites – incluindo a rede inglesa BBC – já que a espécie está em extinção. Mas dezenas de milhares de animais sofrem com confinamentos em zoológicos em todo o planeta, sem os devidos cuidados e atenção. Até quando?
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Por que se surpreender com a morte desses tigres, se aqui em Goiânia muito mais animais foram mortos sem explicação? Para saber quais são é só perguntar ao IBAMA que ele informa. Um absurdo! Um pouco caso em nome do progresso… que está “sufocando” o zoológico de Goiânia.
Uma maneira de ajudar os tigres lá da China é deixar esta prática de visitar zoológicos aqui, só pra começar.Antigamente, o circo, por exemplo, era uma espécie de internet: levava animais “exóticos” a todo canto, levava também mulheres barbadas, que na verdade, eram pessoas com doenças cuja cura era desconhecida.Levavam também homens “gigantes” e todo tipo de “diversidade” e informação.HOje, quem quiser ver bichos de outras terras, vá ver na internet.Pra quê ir à China ver pobres tigres maltratados?Pra quê ir aos EUA ver baleias fazendo acrobacias? Tudo isto é fruto de maldade, crueldade.Se turistas estrangeiros deixarem de ir à zoológicos, os turistas locais também deixarão.
Sim, devemos protestar, assinar petições.Mas, precisamos também ir à frente de batalha e ajudar os bichos e mudar a cultura.Um passo muito simples é deixar de dar caezinhos de presente.Isto já vai ajudar bastante os protetores de animais e os animais.Se as pessoas conseguirem fazer isto, é porque terão entendido o sofrimento animal e procurarão outra diversão, ao invés de prestigiar a exploração animal.
As pessoas estão perdendo o senso humano, é só capitalismo. Grato.
Tenho lido todos e está muito interessante esse trabalho.
tenho passado a muitos conhecidos. Parabéns pela sua iniciativa. Um abração!
Marina,
Achei interessante a matéria dos tigres… e a resposta é: Até quanto permitimos coisas semelhantes ao nosso redor, exemplo: o que estão fazendo com nosso Jardim Zoológico de Goiânia.
Abaixo segue um texto que escrevi há dias e enviei ao jornal DM (leia-se Diário do Marconi – também Iris… rsrs) e que não foi publicado….
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A paisagem e as Placas do “transtornos”
Nas últimas semanas a prefeitura de Goiânia colocou novas placas em torno do Parque Zoológico. Desta vez com a costumeira e memorável frase Os transtornos passam e os benefícios ficam…(?) será que esta são em substituição a outras que apodreceram com o tempo e diziam o valor da obra (1,7 milhões), os serviços que seriam feitos (inclusive reforma da pista de caminhada externa, reforma das instalações de ginástica etc), agentes financiadores (Iphan, Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano e prefeitura) e prazo para conclusão da obra (120 dias a partir de 27/09/2007 – isso, na comemoração dos mil dias de administração do atual prefeito, reeleito).
Os transtornos começaram com uma tenda instalada na calçada e uma farta distribuição de “panfletos informativos”. Em seguida, o isolamento de parte da calçada na extensão da mureta que serve de pista aos caminhantes e para o tráfego dos pedestres. Posteriormente chegaram às árvores centenárias – muitas delas nativas e outras tantas exóticas incorporadas à paisagem e a fauna/flora local –, retiradas sem critérios convincentes e substituídas por espécies que nada ou pouco tem haver com a paisagem original. Na seqüência, foi a vez de atacar os mananciais, os pequenos animais e as nascentes – retirando a vegetação, em alguns lugares, muito próximo das nascentes e curso d’água, desafiando as atuais leis e órgãos ambientais.
Por último e não menos ‘transtornante’ a reforma da pista de caminhada externa, que antes de chegar à sua metade, trechos com necessidade de reparos surgiu. A execução da obra externa é um caso a parte de desrespeito aos trabalhadores da obra, aos pedestres e aos caminhantes. Pois, não há proteção alguma para essas pessoas com relação ao trânsito. Para os condutores de veículos não há orientação ou sinalização que indique pessoas trabalhando ou transitando em parte da pista. Muito destes “atletas”, como é o meu caso, são pessoas com a mobilidade comprometida pela idade, que dificulta o desvio dos afoitos automóveis. Neste caso, o “transtorno” é mais evidente para os pedestres/atletas que para os potentes veículos.
Situações como essas, acompanhadas de mensagens irônicas distribuídas em placas faz parecer que querem colocar em teste a paciência e a inteligência das pessoas e fazer com que os elementos que compõem a “paisagem” e o imaginário popular desde o “Balneário Lago das Rosas”, do “Castelinho” – espaço de resistência estudantil e conquistas democráticas – sejam apenas mais uma obra que começa e nunca acaba, de mais um “dinheiro público” que vai literalmente para o esgoto.
João Bertolino, morador do setor Coimbra, Goiânia-GO.