Pedro Torres
Brasília, 14/01/2010
Jovens “desaparecidos”
Mar – murados – silêncio!
Mãe – muradas – caladas agozmente.
Censurar…
Esconder
Mentir.
“Mentiam, mentiam, mentiam.”
E não se pode falar;
Mas não se deve calar!
Poder: era poder.
Não poder era calar
No mar.
“Só queria embalar seu filho…”
Nossos filhos, “eus”, um país
Com sede de justiça..
Stuart,
Tito,
Alexandre e tantos outros.
Com indignação repudio
Cobro;
Reivindico
Um novo País!
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esse poema diz tudo o que se espera ouvir a respeito dos jovens desaparecidos de Luziania. Chega realmente de censura, mentiras que levam a total confusão das mentes coletivamente, vidas refens de grupos de exterminio patrocinados pelo governo. Me faz lembrar um verso de um grande poeta, Renato Russo: “os assassinos estão livres, nós não estamos”