Isabella Morenna

Arte-educadora e graduanda
em Artes Visuais pela UFG.

Os meus, os seus, os nossos…

O seu “molequinho”, o seu bebê, ou filhinho, ou garoto, e até mesmo moça da mamãe (qualquer que seja o apelido carinhoso) precisa receber limites para que seja um adulto íntegro e colabore de forma positiva para a sociedade.

Os pais não podem ter dúvidas quanto à importância do Não em determinados momentos.

Certa vez matriculei-me em um curso de língua estrangeira grega. Sempre fui muito curiosa, mesmo sem saber para que esse conhecimento me seria válido, insisti na matrícula. Uma semana depois, chegou até minhas mãos a frase: “Aprenda a dizer não, lhe será mais útil que saber ler grego.” (Autor desconhecido). Levei um choque! Que agenda mais sábia… Então fui até a escola de grego e cancelei minha matrícula, realmente eu ainda precisava aprender a dizer não com naturalidade e franqueza. E assim são os pais na relação com seus filhos. Falo isso pois vejo todos os dias, na escola em que trabalho, crianças com muito potencial sendo “enganadas” pelos presentes eletrônicos, após algum castigo ou nota alta que conseguem obter no final do bimestre.

Os autores ZAGURY(2002) e SANDSTROM(1975) afirmam que não dar limites é: Fazer só o que vocês, pai e mãe, querem ou estão com vontade de fazer; Ser autoritário, dando ordens sem explicar o motivo, e agir de acordo com os próprios interesses; Gritar com as crianças; Deixar de explicar o porquê das coisas, apenas impondo a lei do mais forte; Invadir a privacidade que todo o ser humano tem direito, inclusive os pequeninos; Deixar de atender as necessidades reais, como a fome, a sede, o afeto o interesse pelo cotidiano do filho; Provocar traumas emocionais, com agressões verbais, físicas, humilhações e desrespeito à criança. Lembrando que bater no filho é assinar seu próprio atestado de fracasso como educador, pois quando os pais se acalmam, sentem-se culpados e tendem a afrouxar novamente os limites que conseguiram estabelecer em meio à violência. Por outro lado, dar limites é: Ensinar que os direitos são iguais para todos; Ensinar que existem outras pessoas no mundo; Fazer a criança compreender que seus direitos acabam onde começam os dos outros; Dizer SIM sempre que possível, e NÃO sempre que for necessário; Mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não; Fazer a criança ver o mundo com uma conotação social; Ensinar a tolerar pequenas frustrações, para que no futuro possam ser superadas com equilíbrio; Desenvolver a capacidade de adiar a satisfação; E principalmente: DAR O EXEMPLO!!

Isabella Morenna

Referencias Bibliográficas:

ZAGURY, Tânia. Limites sem trauma. Rio de Janeiro: Ed. Record, 2002.
SANDSTROM, C.I. A psicologia da infância e a adolescência. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.

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