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11 tigres raros morrem em zoológico da China – Até quando?

De acordo com o jornal chinês China Daily e a China News Agency, pelomenos onze tigres siberianos morreram de fome nos últimos três meses em um zoológico da vida selvagem no nordeste do país. Detalhe: o estabelecimento foi fechado para a reforma disciplinar depois de um violento ataque de tigre no ano passado. “Para cada dois dias, os tigres eram alimentados com apenas uma ou duas galinhas”, disse Liu Xiaoqiang, um oficial de proteção da vida selvagem local. O ideal para a alimentacão do felino é cerca de 9kg por dia.

Tigre siberiano foge com frango atirado pelos turistas no Tiger Harbin Park, em Harbin, na província de Heilongjiang no nordeste da China. (AP Photo/Ng Han Guan, Arquivo)

O fornecimento de alimento no Shenyang Forest Zoo Wild Life, uma empresa privada no nordeste da província de Liaoning, na China, foi insuficiente para seus mais de 30 tigres, levando a uma série de doenças terríveis, incluindo falhas renais, enterite hemorrágica e miocardite. Desde novembro passado, quando dois tigres siberianos no zoológico foram mortos após uma tentativa de ataque a um alimentador, todos os tigres foram confinados em estreitas gaiolas sem possibilidade de exercícios em campo aberto, deteriorando ainda mais a imunidade dos animais famintos.  “Onze tigres siberianos morreram em três meses! Taxa de mortalidade como esta é realmente algo inédito”, disse Liu, acrescentando que uma fatalidade a cada três a cinco anos é o normal em zoológicos da China. O país tem um alarmante número de apenas 450 tigres selvagens em liberdade nas florestas chinesas, e cerca de 5 mil animais da espécie presos em confinamento.

No entanto, os tigres siberianos, uma raça preciosa, não são as únicas vítimas do zoo chinês. Outros 30 animais silvestres foram mal tratados e tiveram fome durante o mesmo período. O zoológico tem sido difamada por seu mau tratamento de animais selvagens, cuja população caiu pela metade desde a sua abertura em 2000.

O mundo está atento à notícia, vinculada em vários sites – incluindo a rede inglesa BBC – já que a espécie está em extinção. Mas dezenas de milhares de animais sofrem com confinamentos em zoológicos em todo o planeta, sem os devidos cuidados e atenção. Até quando?

Morto brutalmente, o cartunista Glauco é relembrado por colegas de profissão

Os amigos e cartunistas Angeli, Glauco e Laerte, nos anos 1970. Foto: Divulgação.

Cartunista Carriero homenageia o colega que morreu baleado na madrugada de hoje

Na madrugada desta sexta-feira, 12, o cartunista Glauco Villas Boas, 53, e seu filho, Raoni, 25, foram mortos a tiros por assaltantes que invadiram a casa do jornalista, em Osasco (SP). Dois homens armados entraram na residência da família e, ao tentar persuadir os bandidos, Glauco foi atingido por quatro tiros. O filho, que chegava da faculdade, também foi alvejado em seguida. Os assaltantes fugiram, sem levar nada e a polícia ainda investiga uma possível tentativa de sequestro. Pai e filho chegaram a ser socorridos no hospital, mas não resistiram.

Conhecido por suas charges publicadas desde 1977 no jornal Folha de S.Paulo, Glauco teve estilo singular ao tratar de assuntos polêmicos como sexo, drogas, corrupção e dilemas familiares. Criador de personagens como Dona Marta, Zé do Apocalipse, Doy Jorge, Geraldinho e Geraldão, seu ingresso no jornalismo se deu nos anos 70, graças a um encontro com o jornalista Hamilton Ribeiro, que dirigia o impresso “Diário da Manhã”, em Ribeirão Preto, e tirou o paranaense da fila do vestibular para Engenharia.

Alguns anos mais tarde, em 1976, a premiação no Salão de Humor de Piracicaba abriu as portas do jovem cartunista para a grande imprensa. A partir de 1984, quando a Folha dedicou espaço diário à nova geração de cartunistas brasileiros, Glauco passou a publicar suas charges periodicamente.

Foi com pesar que vários colegas de profissão e amigos de Glauco deixaram sua última mensagem ao cartunista. Confira o link disponibilizado pelo site UOL notícias: http://noticias.uol.com.br/album/100312homenagemglauco_album.jhtm?abrefoto=2#fotoNav=9

*Saiba mais sobre o cartunista Glauco em: http://www2.uol.com.br/glauco/queme.shtml

Seria cômico, se não fosse trágico!

Enchente é coisa séria, principalmente porque o entupimento dos bueiros com lixo – papel, latas, e tudo e mais um pouco – e a falta de planejamento habitacional são o que impede a água acumulada de escoar.  Mas alguns cariocas levaram o “imprevisto” numa boa. As imagens do vídeo acima (veja em http://vimeo.com/9989394 ) são de bares do Baixo Gávea, na Zona Sul da cidade, e foram feitas por profissionais da produtora de vídeos Mellin, também pegos de surpresa com água pelas canelas. Com a câmera em punho e trilha sonora da clássica “Singing in The Rain”, de Frank Sinatra, os produtores, literalmente, riram para não chorar.

Fica o palpite: estariam os bueiros, próximos aos bares, entupidos de latinhas?

II Conferência Nacional de Cultura acontece de 11 a 14 de março

Para saber a real importância da II Conferência Nacional de Cultura:

  • A Cultura entrou definitivamente na agenda política do país.
  • Todos os estados brasileiros realizaram as suas Conferências.
  • Mais de 3.000 municípios fizeram suas Conferências.
  • 220.000 pessoas estiveram diretamente envolvidas nas etapas estaduais e municipais.
  • O orçamento do Ministério da Cultura para 2010 é o maior de sua história (R$ 2,2 bilhões). Corresponde a cerca de 0,7% das receitas totais de impostos da União. Em 2003, a Cultura recebia apenas 0,2%. O aumento é da ordem de 490%.

Na conferência, delegados discutirão os seguintes eixos:


EIXO I – PRODUÇÃO SIMBÓLICA E DIVERSIDADE CULTURAL

EIXO II – CULTURA, CIDADE E CIDADANIA

EIXO III – CULTURA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

IV – CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA

*Saiba mais e se informe sobre toda a programação em: http://blogs.cultura.gov.br/cnc/

Cuidando do planeta com apenas um clique

Segundo o blog Ciberativismo, criado por alunos do curso de Jornalismo Político da PUC Minas, o Cyberativismo é uma forma de mobilização realizada através da web que pretende difundir informações e reivindicações diretamente com a sociedade, sem a necessidade de grandes mediadores. É buscar apoio e ativismo para uma causa específica criando espaços de discussão e troca de informações, organizando protestos e mobilizando pessoas para ações dentro e fora da Internet. Segundo o blog, criado exatamente para filtrar e comentar os vários blogs, sites e coletivos que praticam o ciberativismo, a ação é uma alternativa aos meios tradicionais de comunicação em massa.”A internet pode funcionar como uma fonte alternativa de informação, com a divulgação de eventos não relatados pela grande mídia ou que receberam pouca cobertura. Assim, os ativistas conseguem espaço fora dos grandes meios, controlados por um pequeno grupo de pessoas, atingem mais liberdade e causam mais impacto. A descentralização da rede serve como uma forma de expressar suas opiniões”, lê-se no texto de apresentação do blog.

Além de petições e também da organização de pessoas interessadas em militar por uma causa, há também campanhas de ajuda na rede através de clicks. São empresas que fazem doações para projetos assistenciais a partir de um número de clicks em um banner ou pela permanência em um site. Com o crescente aumento da preocupação das empresas com sua imagem e marketing ambiental, crescem os projetos de assistência social que encontram, na internet, um meio de divulgação diluída e de adesão da população. E você também pode criar a sua própria causa. No portal The Petition Site (www.thepetitionsite.com, em inglês) você pode criar petições em apenas três cliques. As listas são criadas e o autor, em seguida, encaminha as assinaturas para as autoridades responsáveis pelo determinado assunto.

Veja alguns exemplos de campanha online que podem fazer toda a diferença com apenas um clique:

Com patrocínio de empresas privadas, projeto Clickarvore ajuda a preservar as matas brasileiras

*Plante uma árvore

Com a ajuda de vários patrocinadores, a ONG SOS Mata Atlântica, em parceria com o Instituto Ambiental Vidágua e Grupo Abril, criou um portal com objetivo de ajudar o reflorestamento da Mata Atlântica. O Clickarvore nasceu de um raciocínio aparentemente simples, do diretor do Instituto Ambiental Vidágua, Rodrigo Agostinho, que propôs a seguinte ideia à SOS Mata Atlântica: “Existem 5 milhões de internautas no Brasil, imaginem uma parte deles resolvendo plantar árvores da Mata Atlântica via internet, através de um simples clique!”. No início de 2006, seis anos depois do lançamento do projeto, o programa atingiu a marca de 5 milhões e 400 mil mudas e comemorou a apólice de mais de 8 milhões de árvores patrocinadas para os próximos anos. Hoje, o contator soma a incrível quantia de 23.792.730 árvores clicadas.

Clique em: www.clickarvore.com.br

Tela do Hotsite do grupo ativista GreenPeace para ajudar a salvar baleias no Japão

*Envie uma baleia de origami para o Japão

O Greenpeace criou um divertido hotsite com intuito de promover uma petição para interromper a caça às baleias no Japão. Os resultados serão enviados ao primeiro-ministro japonês. Junntamente com a petição, cada participante pode criar uma baleia em Origami, configurada a seu gosto, e virtualmente enviada para o Japão a partir da Austrália. Essa baleia pode ser acompanhada diariamente on-line no seu trajeto virtual de 7.229 quilômetros que separam o limite das águas australianas do das águas japonesas. O objetivo final é criar mais um fator de pressão internacional para que a caça aos cetáceos se encerre por parte dos países que ainda a praticam, principalmente o Japão. O país pratica a caça com o argumento de que esses animais são essenciais para pesquisas científicas quando, na verdade, a carne de baleia é depois vendida para alimentação.

Clique em: http://www.send-a-whale.com/sendawhale/landing_trans.php?t_lang=pt

Site americano promove simbolicamente a proteção de acres de florestas virgens para que campanhas sejam subsidiadas

*Proteja um acre

Perdido ali, sentido aqui. É com esse slogan que a Conservation International aciona seus ativistas para participar de suas campanhas. Uma das mais interessantes é a de doações feitas online para salvar acres de florestas tropicais. Segundo o site, a queima e desmatamento de florestas afeta pelomenos 20% da mudança climática e ajuda a proliferar gases de efeito estufa em nossa atmosfera – mais do que os carros, caminhões e aviões de todo o mundo. Cada acre é salvo com a doação de $15, através de pagamento feito com cartão de crédito internacional. Você pode ajudar quantos acres quiser, mas a ação é simbólica. O dinheiro, de fato, vai para apoiar as atividades prestades pela Conservation International, que, entre outros, incluem a interrupção do desmatamento.

Clique em: https://secure2.convio.net/cintl/site/Donation2?idb=1807533657&2980.donation=form1&df_id=2980

A Fala da Mulher Pública


Marina Sant’Anna

Por curiosidade fui buscar o que seria ‘homem público’ e li que é aquele que se dedica ou é ligado à vida pública. Adiante vi que ‘homem do mundo’ é lido como um homem da sociedade e que ‘homem do povo’ é visto como representativo dos interesses do homem comum.  Muitas outras características são acentuada e inesperadamente positivas.

Fui então ao que se pensa sobre a mulher e vi que mulher pública, mulher do mundo, mulher do povo, mulher da rua e outras identificações querem dizer, naqueles dicionários, pura e simplesmente ‘meretriz’. Isso eu saindo da adolescência e muito animada com a participação da mulher nos movimentos democráticos de 1970/80. Há pouco fui dar uma olhada nas atualizações e… ops! Quero mais atualizações!

As mulheres estão estudando muito, passando nos concursos públicos, ampliando suas carreiras, avançando como profissionais, militantes políticas, assumindo cargos e responsabilidades de grande poder! As adultas dos núcleos familiares fazem tudo coexistir com a função amorosa e exigente do cuidado em função de quem não tem autonomia temporária ou permanente para se cuidar.

Quem é a Mulher Pública? É aquela cuja palavra, gesto, história, projeto, imagem têm repercussão coletiva!

Quem é Mulher do Povo, Mulher do Mundo, Mulher da Vida? Todas nós, mulheres, que nos juntamos às melhores batalhas pela vida, pelo nosso planeta, no combate à fome, ao racismo, à violência, às discriminações, ao abandono!

Somos também Mulheres da Rua porque estamos em todos os lugares. Somos Garis, professoras, comerciárias, empresárias, taxistas, motoristas de ônibus, repórteres, fotógrafas, motociclistas, assistentes sociais!

Estas somos nós! Mulheres de todos os jeitos, talentos e lugares! Partilhamos, entre mulheres e homens, os caminhos da humanidade.

Somos mulheres, ora certas, ora ‘erradas’. Damas, comédias, brilhantes! Somos a expressão da experiência da sociedade sobre o mundo, sobre o feminino. Gente que ri, chora e se indigna! Que elabora possibilidades e superação! Que se apresenta e disputa espaço.

Quem somos nós? Mulheres Públicas falando, fazendo, influenciando!

Marina Sant’Anna é advogada. Foi Vereadora de Goiânia e Candidata a Governadora de Goiás

Publicado em O Popular, 07 de março de 2010 – www.opopular.com.br

Mulher na Política – É preciso avançar mais

É preciso avançar mais

Participação pequena no cenário político não é particularidade de Goiás. Realidade negativa é tendência que se mantém no Brasil e com poucas perspectivas de melhora

SARAH MOHN

Em pleno fim da primeira década do sécu­lo 21, é curioso que ainda se questione por que motivo as mulheres são minoria na atividade política brasileira. Elas compõem a maioria da população e do eleitorado no Brasil, mas estão distante de pelo menos se equiparar numericamente à participação dos homens nas casas legislativas e nos executivos de todo o País.

A última estatística divulgada pelo Tribu­nal Superior Eleitoral (TSE), referente à eleição de 2008, mostrou que a maioria de eleitores, precisamente 51,7% do universo de mais de 130 milhões de cidadãos regis­trados na Corte, é formada por mulheres. De acordo com o Tribunal, existem 130.469.549 brasileiros, regularmente inscritos. Deste total, 67.483.419 são mulheres e 62.824.986 são homens. Mesmo assim, segundo informações presentes no site da Câmara Federal, o Brasil é o penúltimo colocado no ranking da América do Sul, que mede a participa­ção feminina nas câmaras federais. Há ape nas 9% de mulheres na Câmara, índice que corres­ponde a 45 deputadas do total de 513 cadeiras.

(…)

Para a petista Marina Sant`Anna, não só a candidatura da ministra Dilma, como a postulação da senadora Marina Silva (PV), amplia o acesso das mulheres na política brasileira. “Do ponto de vista da presen­ça da mulher na política é in crível esse apoio, por que trata da palavra direta da mulher na vida pública. Isso vai fazer história, escola política no Brasil e vai acrescentar essa vertente na vi­são de homens e mulheres sobre a atuação das mulheres na política.” Na análise de Marina, ao longo dos anos as mulheres passaram a falar diretamente na vida pública, e não apenas na política partidária ou em cargos conquistados, mas nas artes, na literatura, quadros em que as mulheres deram salto na representação. “Em Goiás, infelizmente, ainda te­mos quadro inferior numericamente à qualidade que a mulher pode oferecer para nossa políti­ca.”

Marina defende que as mulheres trabalham na esfera pública com sensibilidade mais acentua­da, e não apenas nas áreas sociais. “O olhar que a mulher tem sobre qualquer obra que esteja sendo realizada, a percepção do que aquilo pode significar é um aprendizado da mulher ao lon­go dos anos, da vida.” Ela pontua que até hoje não há divisão das tarefas domésticas — quem cuida da casa e, muitas vezes, acaba abrindo mão de melhor remuneração e melhor tra­balho porque tem filhos pequenos é sempre a mulher. “Esse aprendizado que não existe ain­da como confirmação na vida privada também não existe na vida pública. As mulheres têm o que oferecer, oferecem sempre que alcançam oportunidades, mas nem sempre são respeita­das.”

Para a petista, a proposta de campanha do governador Alcides Rodrigues (PP) de oferecer 50% dos cargos de primeiro escalão a mulheres só não vingou por falta de pulso dos próprios partidos políticos que compõem a base governista. Isso porque, segundo Marina, nem dentro das legendas há quantitativo de mulheres com perfil técnico e de liderança para ocupar as va­gas oferecidas. “Quando ele terminou o convite para o primeiro escalão e foi perguntado sobre isso respondeu que precisou atender aos nomes indicados pelos partidos políticos e que a grande maioria não atendia à demanda que ele havia prometido. Acho que os partidos em Goi­ás precisam dar o espaço que está sendo alcançado para maior participação feminina nos pos­tos mais importantes de decisão.”

Matéria publicada no Jornal Opção em 07/03/2010. Leia na íntegra em: www.jornalopcao.com.br

Marina é entrevistada pelo Jornal Tribuna do Planalto

Sábado, 6 de Março de 2010

Anapaula Hoekveld, João Adolfo Amaral e Lis Lemos

Tribuna do Planalto – Por que a política não chama a atenção das mulheres, já que há tão poucas em atuação?
Marina Sant’Anna – Em primeiro lugar, nós não temos uma tradição de mulher pública. É muito recente o tempo em que as mulheres são reconhecidas com as suas próprias identidades, com a sua palavra, capacidade intelectual e com suas possibilidades de existência pública. Até mesmo entre os dicionaristas brasileiros, poucos remetem a mulher na condição pública, como mulheres com atuação na vida pública. Mulher pública nos dicionários ainda é uma prostituta, mulher da vida. E o homem público é um homem com extensão pública, um homem político. A mulher pública ainda não é reconhecida. Quando a mulher é militante partidária e não ascende à presidência do partido ou a um posto de comando maior ou não é levada à condição de candidata majoritária ou proporcional, a indagação feita é do que a impede de chegar até lá. A sociedade caminha em alguns ambientes com mais velocidade e em outros com menos. Se observarmos alguns países vizinhos ou outros países na Europa, o comando geral da nação é de uma mulher, mas a presença da mulher nas esferas parlamentares é tímida, assim como nas representações sindicais de grande porte ou em cargos públicos que dependam de eleição. Porém, o comando geral da nação é de uma mulher. Assim, o comportamento do eleitorado também atua com a circunstância de candidaturas apoiadas por muitas forças políticas, mas ao mesmo tempo não é o eleitorado que elimina a presença da mulher.

A senhora acredita nessa tese de que mulher não vota em mulher?
Não acredito nisso. Acho que as pessoas acabam às vezes votando em uma pessoa por se sentirem mais confortáveis ao votar no que já conhecem. Então, para uma mulher chegar a esse ponto de concorrer, ela tem de passar por muitas barreiras. E aí vou dizer uma coisa que poucas pessoas dizem, mas eu sustento isso porque ao longo dos anos posso comprovar. As pessoas adultas da nossa sociedade ainda não aprenderam a distribuir entre si as responsabilidades nas esferas da vida pública e privada. São as mulheres que ainda cuidam das casas, que cuidam dos filhos e que trabalham às vezes em situações em que poderiam ter um trabalho melhor, com um salário melhor, poderiam ter uma ascensão funcional, mas deixam de fazer em função das responsabilidades domésticas, familiares. É preciso observarmos isso. Não há ainda uma correspondência democrática na distribuição das responsabilidades na área privada ou na área pública. Quando as mulheres vão para os concursos, elas ganham em condições de igualdade aos homens e entram, porque dependem somente da sua capacidade. São pessoas anônimas que disputam entre si. Agora, quando é necessário staff para julgamento das suas possibilidades, a mulher está em menor número em todos os lugares e situações. Mesmo que ela seja mais competitiva, muitas vezes não consegue chegar nem ao conhecimento público da demanda que ela representa.

Está faltando incentivo para que as mulheres participem da política ou elas não têm esse interesse?
Com relação às mulheres, não há uma linha de incentivo objetiva e com durabilidade dentro da estratégia de crescimento dos partidos. As mulheres se reúnem em secretarias, em setoriais, procuram se fazer presentes, procuram exigir correspondência ao seu esforço político, mas os partidos não trazem, em si, na sua estratégia de crescimento, o investimento igualitário em homens e mulheres. Nós somos 52% do eleitorado no Brasil e, no entanto, não há essa correspondência. Com relação a jovens, que é outro enfoque que se possa dar, é da mesma forma. Os partidos não conseguem trabalhar uma estratégia de presença dos jovens. Com relação à igualdade racial é a mesma coisa. Você não vê os partidos com uma estratégia de crescimento do número de negros e negras. Os partidos simplesmente não trabalham essas vertentes como estratégias de crescimento. Os partidos precisam entender que a sociedade é plural. Ninguém vai votar em alguém só porque é homem ou mulher. As pessoas vão querer saber o conteúdo. Mas se a mulher sequer chega a ter 50% do espaço da oportunidade para mostrar à sociedade o seu talento, a sua capacidade de representação, como é que essa mesma sociedade vai optar mais por mulheres?

Existe preconceito na política? A senhora já percebeu alguma situação de preconceito quando estava na Câmara ou quando foi candidata a governadora?
Há duas situações: uma delas é que eu realmente não dou oportunidade para que alguém seja desrespeitoso ou desrespeitosa comigo. Eu já enfrentei muitas coisas difíceis na vida, no trabalho, na militância, mas nunca ouvi ninguém me dizer que não podia fazer algo por ser mulher. Vivemos uma educação política patriarcal, patrimonialista, que dá exclusividade para as elites políticas, que têm cara, cor e gênero. Por isso, é estranho um operário na presidência da República de origem popular, de origem paupérrima na vida. Em sua grande maioria as decisões são tomadas pelas correntes de homens brancos e com melhores condições financeiras, pertencentes à elite, que estudaram em boas escolas. Esse é o quadro majoritário, vamos dizer assim, da elite política do País. No PT, quando a gente estabeleceu essa cota de 30% no mínimo, e comunicamos que iríamos a 50%, ainda não existia a legislação, e dentro das instâncias partidárias o PT foi o primeiro partido que adotou isso num congresso do PT. Nós temos de nos educar para as diferenças, para essa pluralidade. Agora, de fato, eu acredito que a democracia de gênero, vamos dizer assim, ocorre ao lado da democracia social. Hoje aonde tem uma pessoa adulta com filhos, a maior parte é de mulheres. Muitas vezes são mulheres se separaram porque as coisas não deram certo no núcleo familiar. E esta mulher é a que mais pena. É aquela mulher pobre, que tem os filhos ali para poder cuidar, precisa trabalhar, não tem creche e tem dificuldades com bom atendimento à saúde. Então, essa é a mulher mais sofrida de todas e é a que precisa de representações no Parlamento e em todos os outros lugares para que seja ouvida a sua aflição. Essa mulher precisa de um olhar político sobre a sua vida real, que é uma das mais excluídas da sociedade.

As eleições estão chegando, existem muitas articulações e o nome da sra. tem aparecido para a composição da chapa majoritária. Quais são as pretensões da sra. e como estão as conversas?
Estou me preparando para ser deputada estadual. Surgiu essa possibilidade, não foi ideia minha, mas da própria imprensa, da articulação de pessoas da sociedade, da direção do PRB daqui de Goiás, pessoas do PT, mas, sobretudo, de pessoas que não são de nenhum partido político. Essa possibilidade começou a ser levantada e pessoas do PMDB já vieram se manifestar para dizer que, havendo a coligação, acham que o meu nome preencheria, vamos dizer assim, uma chapa com a diversidade necessária. Na semana passada conversei com o prefeito Iris e compreendo que estou preparada para assumir não só uma candidatura de governo do Estado, porque eu fui candidata e posso ser novamente em algum momento, como me sinto preparada para atender alguma demanda do partido, para preencher uma chapa majoritária para outros postos.

Historicamente, o PT sempre foi oposição ao PMDB em Goiás até a eleição de 2004 quando o Iris derrotou o Pedro naquela eleição municipal. O que mudou de lá para cá para PT e PMDB serem aliados?
Nós perdemos a eleição em 2004, em 2006 não saímos com candidatura própria e o eleitorado não deve ter gostado disso. Mantivemos o número de deputados estaduais, mas em 2002 tivemos 16% de votos no Estado e em 2006, nesta composição em que o PT não foi cabeça de chapa, tivemos 6% dos votos. No momento seguinte, em 2008, nós tínhamos duas posições dentro do PT e eu me encontrei na oposição, e continuo ainda com o mesmo entendimento, de que o PT deveria ter lançado candidatura própria. Poderia ser a minha ou de outro companheiro ou companheira do PT, mas eu creio ter se operado ali um equívoco difícil de ser sanado e que na história vamos ter de reconquistar aquele espaço. E mesmo havendo agora, caso o prefeito Iris seja candidato e fique um petista na prefeitura, aquele processo foi muito desagradável e dividiu o PT. Os petistas que queriam ser candidatos a prefeito nem tiveram a oportunidade de apresentar os seus nomes, porque por um voto foi perdida a posição de candidatura própria e ganhou-se a posição de apoio ao PMDB. Então, acho que ocorreu ali um erro porque somos competitivos na cidade de Goiânia, nunca ficamos atrás nas disputas. Essa aproximação se deu desse modo. Agora estamos num momento em que o PT deixou de ter candidatura própria por duas eleições consecutivas. Então, em que situação que nós nos encontramos: existem duas candidaturas fortes e consecutivas, e nós, neste momento, não sabemos se o governador Alcides irá ou não lançar uma candidatura próxima a ele. A possibilidade da candidatura do Braga é muito importante porque ele tem dados sobre o governo do Estado e segundo eu ouvi, dele e do governador Alcides Rodrigues, foi operada nestes últimos três anos a correção dos problemas financeiros do Estado. São problemas gravíssimos que eles anunciam que encontraram ao assumir o Estado. Eles encontraram o governo quebrado. Acreditando nestas palavras, podemos entender que os próximos quatro anos serão muito bons para um governo. Se as contas estão afinadas, se estão resolvendo o problema da Celg, isso significa que as contas estarão ótimas para investimentos. Então, as candidaturas têm legitimidade. Tanto a candidatura do prefeito Iris quanto alguma candidatura que saia do seio do Partido Progressista. Se estivermos todos juntos numa frente será ótimo. Se não estivermos, também pode ser ótimo, com papéis diferenciados. Para mim, nós nos encontramos numa situação cultural peculiar, em que, o PT, tendo aberto mão de candidaturas em momentos anteriores acabou não tendo candidatura própria agora e se juntando à força política, ao eixo político que apoia o governo Lula hoje. E nós queremos também contribuir para a eleição da Dilma Rousseff. Então, se todos esses partidos estiverem juntos com a Dilma, o PT, se não lançar candidatura própria, estará cumprindo uma parte da sua estratégia de crescimento, que é de colaborar em nível nacional.

Há uma divisão do partido entre o movimento Cerrado e o grupo liderado pelo deputado Rubens Otoni?
O PT nunca foi um grupo só. O PT com 30 anos de vida, já nasceu com segmentos diferentes que fizeram com que a sua existência fosse possível. Então, vem de grupos de Cebs, de Comunidades Eclesiásticas de Base; de gente que foi anistiada, que veio do exterior ou que estava em outros partidos; de igrejas diferentes, do movimento sindical do campo, da luta pela Reforma Agrária; de sindicalistas da área pública e privada. E foi dessa forma que o PT nasceu, e com experiências tão diferentes, ele foi naturalmente montando grupos dentro do PT. E esses grupos são totalmente os mesmos hoje, mas eles sobrevivem e isso é muito interessante para a democracia interna do PT porque todos os partidos têm as suas divisões, mas o PT atua com mesas de discussão. Essas divisões não são escondidas ou bloqueadas. Elas se inscrevem dentro do PT como tendência. Elas fazem os textos e os apresentam e isso vira discussão política. Então, isso que muitos consideram como um problema, para nós é um valor. A eleição direta do PT o ano passado, em que todo militante vota em todos os níveis, inclusive para presidente nacional do PT – hoje são 1milhão, trezentos e cinquenta mil filiados no Brasil –,trouxe para nós aqui no Estado uma nova realidade: pela primeira vez o Movimento Cerrado disputou sozinho. Nós apresentamos a candidatura do Serjão Dias. Sabíamos que diante da conjuntura interna do PT teríamos em torno de 20% a 30% do PT, que era a nossa meta. No entanto nós conseguimos quase 40% das lideranças do PT em todos os níveis no Estado de Goiás. Ficamos muito satisfeitos. O PT, então, não faz um enfrentamento entre dois blocos aqui no Estado. Isso é conjuntural. Termina uma demanda, começa outra e as articulações são reiniciadas com blocos diferentes de tendência. Então, essas tendências não são distantes, são por assunto, digamos assim, que se juntam ou se dispersam.

‘Chapão é possível’

Mas há o entendimento no PT de que a melhor posição é ficar com o PMDB?
As lideranças, em geral, têm essa leitura de que a conjuntura nos leva para essa composição.

E como deve ficar? Quais são os nomes que o Partido tem hoje para composição da chapa majoritário, além do seu nome?
Quem se preparou em momentos anteriores para ser candidato a governador do Estado e pleiteou isso junto ao partido foi o deputado federal Rubens Otoni. Não sendo viabilizada a candidatura dele a governador, nós passamos para uma outra fase, que é a de ver quais são as lideranças que abririam mão do seu projeto inicial para poder compor uma chapa majoritária. O meu nome, como disse, foi apresentado de fora para dentro, porque não foi um pleito meu, pessoal. Já no caso do deputado federal Pedro Wilson, o nome dele também tem sido citado pelos outros partidos e dentro do PT também é feita a discussão.

Na Assembleia o PT tem sofrido algumas acusações e críticas falando que ele foi eleito para ser oposição, mas que hoje o partido está na base de apoio do governador. Como a sra. vê essas críticas?
Eu entendo a posição do PT no Estado, incluindo aí os deputados, com relação ao governo Alcides da seguinte forma: primeiro que o governador Alcides tem tido um trato institucional impecável com o governo federal e especificamente com o presidente Lula. Todas as conversas, todas as demandas são feitas cumprindo a palavra. Então, independente da origem partidária do governador, da composição interna do governo, o chefe do governo estadual é uma pessoa que cumpre a palavra e reconhece o esforço do governo federal para ajudar o Estado de Goiás. E esse diálogo não começou a princípio só por uma vontade partidária. Começou pelo reconhecimento desse esforço mútuo e da seriedade com que esse trato foi realizado. Depois houve um afastamento público do governador Alcides com o senador Marconi Perillo, que é o líder do PSDB aqui no Estado de Goiás, e que portanto, atua na oposição ao governo Lula. E na oposição o PT também. O governador Alcides é o único governador do PP no Brasil e o PP apóia o governo Lula. Então essa aproximação foi ocorrendo. Não houve um acordo prévio. Há uma série de condições que trouxeram esse bom relacionamento.

O presidente Lula diz que não sobe em dois palanques nos Estados. Existe uma articulação do PT e PMDB para tentar juntar esse bloco novo?
Existe uma articulação respeitosa, porque para o PT é interessante que haja uma frente de disputa, mas nós não podemos tirar o protagonismo dos partidos. Então, se o PP fizer uma avaliação junto com partidos próximos a ele de que é necessário, importante e imprescindível, será respeitado naturalmente como um aliado que é no plano nacional e com apoio explícito e militância para a campanha da Dilma Rousseff.

A sra. acha ainda possível juntar todo mundo num chapão?
Eu acredito que sim. Mas é necessário que se respeite a decisão dos partidos. Cada partido tem sua história, tem vínculos importantes, tem a sua própria avaliação e determinação.

Mesmo o DEM seria bem-vindo nesta coligação?
Bom, a coligação como um todo apoia a Dilma Rousseff. Se isso não trouxer inibição para o DEM, se na composição do Estado, inclusive o plano de governo, nós tivermos harmonia sobre isso, acredito que uma chapa que pretenda ser vencedora deve recepcionar todos os apoios.

E o PR, que tem discutido com o PSDB, com o PMDB, com o PP e PT.
O PR tem essa característica. Ele é um partido importante, um partido grande que tem prefeituras e, inclusive, tem feito um bom trabalho, além da liderança do Sandro Mabel, que é um líder indiscutível na sua atuação no Congresso Nacional. Então, sendo assim, cabe ao PR também conversar com todas as frentes, com todos os partidos. Como ele compõe o governo federal, acho que muito dificilmente ele sairia dessa relação com as chapas de apoio à candidatura da Dilma Rousseff.

Existe uma concorrência para a sra. na vice em relação ao deputado Sandro Mabel?
Não. Apenas me disponibilizo para conversar a respeito e acho que qualquer posição numa chapa majoritária é interessante, é importante. Agora, eu não postulo e nem tenho ouvido dizer que o deputado postule.

Quando o Movimento Cerrado foi contra a aliança com o PMDB acabou perdendo espaço no partido. Essa seria uma forma de retomar esse espaço, com a participação da sra., ou do Pedro Wilson na chapa?
Nós estamos bem-posicionados dentro do PT. Sempre participamos dentro da maioria no PT, mas não estamos desconfortáveis sendo minoria. Nenhuma de nossas postulações ou movimentos que estamos fazendo agora se relaciona com a disputa interna do PT, que foi no ano passado. Agora é só aglutinar, é só dialogar com a sociedade e colaborar para que o PT cresça e tenha capacidade de disputa.

Com relação à Prefeitura de Goiânia, como o PT está se preparando para assumir este posto?
Eu acho que o Paulo tem procurado conhecer tudo que diga respeito à gestão de Goiânia. Como nós do Movimento do Cerrado não participamos da gestão, provavelmente tudo indica que não participaremos, eu não tenho muito conhecimento de como os petistas que atuam dentro da administração estão se organizando para esse novo momento. Em todo caso, a impressão que tenho é que o mesmo quadro de secretários, a não ser um ou outro que vá sair para disputar as eleições, vai permanecer. Espero que os petistas que estão na administração se fixem nas peculiaridades do modo petista de governar. Existe uma história, uma cultura política, uma visão política administrativa. E eu espero que a nossa gestão petista ofereça à sociedade a nossa acumulação em conjunto com os outros partidos que são da coligação.

Por que o Movimento Cerrado não deve participar da gestão do Paulo?
Porque há um entendimento, um acordo do futuro prefeito, caso o prefeito Iris saia, de permanência do quadro de secretários. Pelo menos esta é a informação que me chegou informalmente. E isso pode se confirmar ou não. Eu não sei.

Dia da Mulher – Violência é Crime!

Enviado por Dolly Soares.

Tráfico internacional de mulheres: denuncie!

Ao estarmos próximos a uma data importante como a comemoração do Dia das Mulheres, não podemos nos esquecer de que o Tráfico Internacional de Pessoas, em especial de mulheres e crianças, ainda é um dos principais problemas sociais enfrentados no Brasil.

De acordo com o blog “Comunidades Tradicionais contra o Tráfico de Pessoas” (http://pnetp-seppir.blogspot.com), vinculado diretamente à Campanha de Denúncia, ainda há poucos dados disponíveis que permitam uma aproximação real da dimensão do problema do tráfico de pessoas no Brasil. Um dos estudos mais importantes para a compreensão desse fenômeno foi a Pesquisa sobre o Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes para Fins de Exploração Sexual (Pestraf), realizada em 2002. A Pestraf mapeou 241 rotas de tráfico interno e internacional de crianças, adolescentes e mulheres brasileiras, indicando a gravidade do problema no país. A Pestraf permanece ainda como a única pesquisa de abrangência nacional sobre o tema. Segundo carta enviada no início do ano pela consultora do Programa Brasil Quilombola, Cynthia Sims, além do tráfico de pessoas para fins de exploração sexual, existem os riscos de trabalho escravo migratório e trabalho infantil. Todas essas finalidades tornam o tráfico de pessoas uma grave ameaça aos direitos de mulheres e crianças, especialmente vulneráveis em razão dos perfis de escolaridade, renda e atratividade turística das comunidades tradicionais.

O projeto piloto do blog Comunidades Tradicionais contra o Tráfico de Pessoas pretende ser um canal de comunicação aberto para a sociedade civil, numa experiência de mobilização de redes sociais. Assim, a equipe conta com a colaboração de todos para disseminar o link e incentivar a sociedade civil a apresentar suas propostas e comentários sobre o assunto.

>Acesse: http://pnetp-seppir.blogspot.com


*Como ajudar?

Usando seus perfis do Orkut, Facebook ou Twitter você pode divulgar a campanha. Assim, algum contato seu pode se sensibilizar e ajudar. Veja como você pode ajudar com simples ações:

- Faça um post no seu blog falando sobre TRÁFICO DE PESSOAS e indique este blog

- Poste no twitter uma mensagem convidando as pessoas a contribuírem com sugestões. Você pode linkar este blog se quiser.

- Faça um post para ser publicado neste blog enviando para o email cynthia.pbq@gmail.com.

- Mude sua mensagem do msn para: Denuncie o Tráfico de Pessoas

- Teve outra idéia? Comente no blog.

E, se você suspeitar de que alguém possa estar cometendo esse crime e aliciando mulheres e crianças, denuncie.

Disque 100 – crianças

Disque 180 – mulheres